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Lembra-me, Mãe querida, a glória que me deste,
A alegria do lar no lençol de cravinas,
A mesa, o livro, o pão e as canções cristalinas,
As preces de ninar, no humilde berço agreste.
Ao perder-te, no mundo, o carinho celeste,
Vendo-te as mãos em cruz, quais flores pequeninas,
Fui chorar-te, debalde, ao pé das casuarinas,
Buscando-te a presença entre a lousa e o cipreste!...
Entretanto, do Além, caminhavas comigo,
Vinhas, a cada passo, anjo piedoso e amigo,
Guardar-me o coração na fé radiante e calma;
E, quando a morte veio expor-me à noite escura,
Solucei de alegria, em preces de ternura,
Revendo-te na luz, conduzindo minha'alma!...
Abílio BarretoIn POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
O suor da paciência
Encontra a luz por remate.
Não há provação difícil,
O medo é que nos abate.
*
Conserva-te nobre e simples
Para que o bem não se torça.
Muita vez, a ingenuidade
É grande sinal de força.
*
Venceste? Trabalha sempre,
Sem detenção no passado.
O herói que vive da fama
É um vivo-morto enfeitado.
*
No que tange a confidências,
Fala a Deus em tua prece.
Quem melhor guarda um segredo
É aquele que o desconhece.
*
Cultiva a recta intenção
Na tua própria defesa.
Mesmo vítima do engano,
Sinceridade é grandeza.
*
Onde tens o coração
Reténs o próprio tesouro.
O dinheiro que escraviza
É dura algema de ouro.
*
Compra, guarda e ajunta livros,
Mas estuda, dia a dia.
Mostrar a biblioteca,
Não mostra sabedoria.
*
Perdoa e ajuda amparando
Como as terras generosas,
Que dão, em troco de estrume,
Pão e bênção, vida e rosas.
Casimiro CunhaIn POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
Para ser livre da mundana escória,
E alcançar a amplidão rútila, e bela,
Vence os rijos furores da procela
Que te freme na carne transitória.
Despe os adornos da ilusão corpórea
E abraça a estranha e rígida tutela
Da aflição que te humilha e te flagela,
Por teu caminho de esperança e glória.
Agrilhoado à cruz do próprio sonho,
Vara as trevas do báratro medonho,
Nos supremos martírios da ansiedade!...
E, ave distante dos terrestres limos,
Celebrarás na pompa de Áureos Cimos,
A conquista da Eterna Liberdade.
Cruz e Souza
In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
O poço retratava a roseira tristonha
E pensava consigo: «Ah! terríveis chavelhas!
Espinheiro infernal, quanta maldade espelhas!...
Lâminas e punhais, infortúnios e vergonha...»
A roseira, porém, como quem serve e sonha,
Expandiu-se e lançou lindas jóias vermelhas,
Astro verde a luzir em formosas centelhas,
E o poço, a condenar, fêz-se charco e peçonha!...
A cisterna infeliz, no desvão da chapada,
Apodreceu, por fim, preguiçosa e estagnada,
Mas a planta floriu ao sol do Grande Todo.
Alma, edifica e segue, abençoa e auxilia...
Mal que procura o bem faz-se bem, dia-a-dia,
Mal que fica no mal faz-se tóxico e lodo.
António Félix
In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
Gemia a Terra humilhada,
A noite do cativeiro
Dominava o mundo inteiro
Sob o carro da opressão;
Com mandíbulas vorazes
De loba que se subleva,
Roma, encharcada de treva,
Estendia a escravidão.
Entre as águias poderosas,
Jazia Atenas vencida,
Carpia Cartago a vida
Ligada a grilhão cruel.
Na Capadócia, na Trácia,
Na Mauritânia e no Egipto,
O povo chorava aflito,
Tragando cicuta e fel.
O frio invadira os templos,
Não mais Eros de olhar brando,
Nem bela Afrodite amando,
Nem Apolo encantador;
O Olimpo dormira em sombra,
Cessara a graça de Elêusis,
Não surgiam outros deuses,
Que não fossem do terror.
Mas quando o mal atingira
O apogeu da indiferença,
Disse Deus na altura imensa:
«Faça-se agora mais luz!»
E um livro desceu brilhando,
Para a História envilecida:
Era o Evangelho da Vida,
Sob as lições de Jesus.
Tremeram dourados sólios,
O orgulho caiu de rastros;
Arcanjos vinham dos astros
Em cânticos de louvor.
Mas ao invés da vingança,
Contra o ódio, contra a guerra,
O Livro pedia à Terra:
Bondade, Perdão e Amor...
Começara o novo Reino...
Horizontes infinitos
Descerraram-se aos aflitos,
Perdidos nos escarcéus;
Os fracos e os desditosos,
Os tristes e os deserdados,
Contemplaram, deslumbrados
Novos mundos, novos céus.
Desde então a Humanidade
Trabalha, cresce, porfia,
Ao clarão do novo dia,
Por escalar outros sóis;
E a mensagem continua,
Em sublimes resplendores,
Formando Renovadores,
Artistas, Santos e Heróis.
Espíritas, companheiros
Da grande Luz Restaurada,
Tracemos a nossa estrada,
Na glória, do amor cristão;
E servindo alegremente
Na luta, na dor, na prova,
Busquemos na Boa-Nova
O Livro da Redenção.
Castro Alves
In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
(Foto: Eléctrico, cidade de Lisboa-Portugal) TRABALHO
Trabalho – a santa oficina
De que a vida se engalana –
É a glória da luta humana
De que a Terra se ilumina.
Escola, templo, doutrina
De que a alegria promana,
Serviço é força que irmana,
Cria, eleva, disciplina.
Preguiça imita a gangrena,
Estraga, arrasa, envenena
Onde vazia se enfuna.
Quem vive só de poltrona
Não melhora, nem se abona
E à morte se mancomuna.
Alfredo Nora
In: “POETAS REDIVIVOS” (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
A existência na Terra é comparável a uma viagem de aperfeiçoamento, na qual necessitas seguir adiante, ao lado de nossos companheiros de jornada evolutiva.Muitos desconhecem-te, no entanto, Deus sabe quem és.Muitos menosprezam-te, contudo, Deus não te abandona.Muitos hostilizam-te, mas Deus apoia-te.Muitos reprovam-te, em circunstâncias difíceis, no entanto, Deus abençoa-te.Muitos afastam-se da tua presença, todavia, Deus permanece contigo.À vista de semelhante realidade, sempre que tropeços e provações te apareçam, não te acomodes, à beira da estrada, em recanto algum da inércia.Confia em Deus e caminha.(De “Luz e vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).
Esvazie-se!Quem quiser preencher-se, que se esvazie de si mesmo.Por mais estranho que possa parecer este recado,Ele carrega em si mesmo a sabedoria dos tempos,Pois não há nada de novo debaixo do sol,O que foi e o que será, São reflexos de todos os tempos vividos.Esvazie-se dos conceitos e principalmente,Livre-se dos preconceitos, que são vícios da alma,Livre-se das mágoas, que são chagas virulentas,Livre-se dos desapontamentos, que são frutos do orgulho ferido,Livre-se dos bajuladores, normalmente não são amigos,Livre-se das despesas desnecessárias, não se endivide,Livre-se das frases feitas, elas impedem-nos de pensar,Livre-se das amarras que lhe colocaram, elas prendem-nos ao velho cais,Livre-se dos pensamentos ruins, sejam eles quais forem,Livre-se da pretensão, lembre-se, o maior sábio afirmou:"Eu só sei que nada sei",O maior Mestre foi o mais humilde, e ensinou:"Bem aventurados os humildes, porque herdarão o reino dos céus".Então, se a sua vida lembra um fardo pesado,Se a sua mala está pesada, abandone-a na velha estação,Deixe-a lá, sem pena, sem ressentimentos,Siga livre, prepare-se para viver novos amores,Novas oportunidades, abrir portas que pareciam travadas,Pois só podem seguir adiante os que deixam o passado,Os que se esvaziam de si mesmos e se apresentam para a vida,Que nos convoca todos os dias para sermos melhores em tudo,Porque temos o poder de reconstruir a própria vida,Quando realmente decidimos viver sem medo de ser feliz.Esvazie-se!Deixe a vida fluir nas suas veias, não se esconda,Valorize-se, faça-se mais belo(a) hoje, Como se fosse dia de festa,Vista seu melhor sorriso e prepare-se:A vida vai-te tirar para dançar...Paulo Roberto Gaefke***Frase do dia:Amo a liberdade, por isso...
Deixo as coisas que amo livres...
Se elas voltarem é porque as conquistei...
Se não voltarem é porque nunca as possuí!
Outrora, à frente de conquistadores,
Num trono de fantásticas riquezas,
Despojando cidades indefesas,
Comandei o cortejo de esplendores!
Depois... infernos atormentadores,
Braseiros vivos, maldições acesas,
Ligado à angústia de milhões de presas,
Apunhalado o peito por mil dores...
Depois ainda... um reino de feridas.
Um sólio de aflições desconhecidas
E um ceptro de degredo e solidão...
Mas, em seguida à lepra que devora,
Deslumbrado, acordei na Eterna Aurora,
De alma liberta para a redenção.
Jésus Gonçalves
In: “POETAS REDIVIVOS” (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
Amados, que a verdade fortalece,
Dos portos luminosos que transponho,
Em nossa imensa luta os olhos ponho,
Na comunhão do amor envolta em prece.
O sofrimento é a luz que nos aquece,
Sinal de Deus que nos aclara o sonho
No porvir de alegria, almo e risonho,
De ventura que nunca desfalece.
Nas dores que laceram como adagas,
Não olvideis Jesus em sangue e chagas,
No seu trono de lágrimas doridas!...
Contemplando-lhe a cruz ingrata e escura,
Lavaremos no pranto da amargura
As trevas que trazemos de outras vidas...
Jésus Gonçalves
In: "POETAS REDIVIVOS" (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)
Não fale de Paz... Pratique! Não fale de Música... Cante! Não fale de flor... Plante! Não fale de carinho... Dê!Não fale de Deus... Creia! Não fale de Fé... Sinta! Não fale de Alegria... Espalhe! Não fale de Vida... Viva! Não fale de Amor... Ame!Não fale de Você... Seja!Fale a verdade claramente, jamais finja amizade e seja autêntico, sempre...Viva intensamente cada minuto... Quando pronunciar a palavra “presente“ que ela já esteja dentro de seu passado....Perceba, o tempo está passando rápido demais!Vamos começar neste instante a ser mais felizes... para que, um dia, talvez tenhamos orgulho de termos sido simplesmente... ““Nós““ em Família com todos os outros...Por: ღ Ayslyn ღ
Para os terramotos a escala de Richter,para os furacões, a escala de Saffir-Simpson,para a força dos ventos, a escala Beaufort,todas medem a grandeza do poder de estrago de cada força,e para as nossas dores existem escalas?Claro que não, a sua dor não tem tamanho,não sai nas revistas, porque não dá para imprimir,nem no seu blog dá para exprimir,nem pintando com as mais variadas tintas,quem é que pode sentir o que você sente?Por isso, não se demore na dor,não estacione nos pensamentos que te afligem,que te remetem ao momento onde ela nasceu,revivendo a cada instante a mesma sensação,a perda, a angústia, o desespero,devem ser esquecidos, sob pena de reviver,a mesma dor diversas vezes, e se já foi difícil passar por ela uma vez,imagine conviver com ela em flashback diariamente?Derrame as lágrimas necessárias, desabafe mesmo,a dor represada forma um rio com águas paradas,e água parada apodrece, fede e cria bichos,mas depois do desabafo, do choro, do viver o luto,enterre o passado, deixe as águas correrem livres,porque o rio sempre busca o mar,e nós sempre deveremos buscar a felicidade,num eterno ir e vir, começar e recomeçar,não deixando a dor nos parar,porque somos feitos na exacta medida do amorque desejamos viver.Eu acredito em siPaulo Roberto Gaefke
Eis o novo dia, eis o convite especial,Escrito em letras douradas pelo Sol,Banhado em energias que vêm do mar,Forte como o vento que vem das montanhas,Musical como o canto de pássaros raros.
Eis o convite, ele é seu, personalizado,Tem o seu nome bem gravado,Para despertar em si uma esperança,"Sejam novos todos os seus dias,E que veja flores em tudo",Que faça parte da vida, Que não apenas assista, Mas participe.
Participar da vida é ser co-autor,É estender as mãos para os mais necessitados,É preservar a natureza com atitudes possíveis,É trabalhar com dedicação, é ser solidário,Levar certezas, onde existir a dúvida,Mostrar a sua determinação mesmo diante da maior dor,
Seguir sempre adiante.
Em tudo coloque um sorriso, uma palavra amiga,Comece o dia com uma prece ao levantar-se,E que o seu dia seja feito de boas acções,Que em tudo lembre a disposição em viver,A alegria de merecer este convite especial,Que Deus faz para os que merecem esta confiança.É em si, que acordou para este dia,Que Deus deposita a sua esperança.Aceite este convite: Venha viver!
Eu acredito em si.
Paulo Roberto Gaefke
Cristãos de todas as interpretações do Evangelho e de todos os quadrantes do mundo, atentos à exemplificação do Eterno Benfeitor, apartai o criminoso do crime, como aprendestes a separar o enfermo da enfermidade!... - Emmanuel
Todos os fundadores das grandes instituições religiosas, que ainda hoje influenciam activamente a comunidade humana, partiram da Terra com a segurança do trabalhador ao fim do dia. Moisés, ancião, expira na eminência do Nebo, contemplando a Canaã prometida. Sidarta, o iluminado construtor do Budismo, depois de abençoada peregrinação entre os homens, abandona o corpo físico, num horto florido de Kuçinagara. Confúcio, o sábio que plasmou todo um sistema de princípios morais para a vida chinesa, encontra a morte num leito pacífico, sob a vigilância de um neto afectuoso. E, mais tarde, Maomé, o criador do Islamismo, que consentiu em ser adorado pelos discípulos, na categoria de imortal, sucumbe em Medina, dentro de sólida madureza, atacado pela febre maligna. Com Jesus, entretanto, a despedida é diferente. O divino fundador do Cristianismo, que define a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, em plena vitalidade juvenil, é detido pela perseguição gratuita e trancafiado no cárcere. Ninguém examina os Seus antecedentes, nem Lhe promove recursos à defensiva. Negado pelos melhores amigos, encontra-se sozinho, entre juízes astuciosos, qual ovelha esquecida no meio de chacais. Aliam-se ao egoísmo e à crueldade para O sentenciar ao sacrifício supremo. Herodes, patrono da ordem pública, chamado a pronunciar-se no seu caso, determina que se lhe dê o tratamento cabível aos histriões. Pilatos, responsável pela justiça, abstém-se de Lhe conferir o direito natural. E, entregue à multidão amotinada na cegueira de espírito, é preferido a Barrabás, o malfeitor, para sofrer a condenação insólita. Decerto, para nos induzir à compaixão, aceitou Jesus padecer em silêncio os erros da justiça terrestre, alinhando-se, na cruz, entre os injuriados e as vítimas sem razão, de todos os tempos da Humanidade.
Cristãos de todas as interpretações do Evangelho e de todos os quadrantes do mundo, atentos à exemplificação do Eterno Benfeitor, apartai o criminoso do crime, como aprendestes a separar o enfermo da enfermidade! Educai o irmão transviado, quanto curais o companheiro doente! Desterrai, em definitivo, a espada e o cutelo, o garrote e a forca, a guilhotina e o fuzil, a cadeira eléctrica e a câmara de gás dos quadros de vossa penologia, e oremos, todos juntos, suplicando a Deus que nos inspire paciência e misericórdia, uns para com os outros, porque, ainda hoje, em todos os nossos julgamentos, será possível ouvir, no ádito da consciência, o aviso celestial do nosso Divino Mestre, condenado à morte sem culpa:- «Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!»EMMANUELDo livro "Religião dos Espíritos, 50, F. C. Xavier, FEB
Reunião pública de 10/7/59
Questão nº 760
Bendito Sejas
Bendito sejas, coração amigo,
Pelo pão que dás, à porta,
Ao companheiro que se desconforta,
Na aflição da penúria sem abrigo!...
Deus te faça feliz pela roupa que ofertas
Aos torturados do caminho,
Que tanta vez se vão no desalinho
Das feridas que trazem descobertas...
Deus te conceda o prémio da ventura
Pela ternura sorridente
Com que levas ao doente
O amparo do remédio e a esperança da cura.
Deus te guarde na fonte da alegria,
Para lenir, no esforço a que te dês,
A orfandade e a viuvez
Que vivem para a dor de cada dia.
Deus, porém, te abençoe, coração brando e pasmo,
Com a mais sublime recompensa,
Quando olvidas a intromissão da ofensa,
O golpe da injustiça e a pedra do sarcasmo.
Deus te exalte no santo esquecimento
Do mal que te golpeia,
Reduzindo a extensão da chaga alheia
Sem cogitar do próprio sofrimento.
Bendito sejas, coração submisso,
Embora sábio entre os mais sábios,
Pela palavra boa de teus lábios,
No exemplo da bondade e do serviço,
Porque o amor transforma a sombra em luz
E o perdão, onde ampare, nunca erra,
Auxiliando a vida em toda a Terra
Para o Reino Divino de Jesus.
Maria Dolores
In:”POETAS REDIVIVOS” (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

-
GUERRA SANTA -
"Se há alguma batalha a ser travada, é a que decorre no teu coração. Mesmo assim, é uma batalha de Amor, não em nome de Deus, mas com Deus no nome!"Senhor Sananda (
Jesus)
Almas tristes da Terra, almas cansadas
No casulo da sombra merencória,
Que sonhais a Beleza, o Amor e a Glória
De sublimes esferas estreladas...
Almas que padeceis acorrentadas
Aos tormentos da carne transitória,
Falenas presas à sinistra escória
Das aflições de todas as estradas!...
Aves de luz no lodo miserando,
Desatai vossas lágrimas cantando,
Sob as rudes algemas da ansiedade!
Louvai a angústia que vos dilacera,
Que a santa liberdade vos espera
Nas azuis amplidões da Imensidade...Cruz e Souza
In: “POETAS REDIVIVOS” (Francisco Cândido Xavier/Cruz e Souza)
***Merencória = Melancólico
Falenas = Borboletas nocivas à agricultura e Floresta
Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno.
Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.
Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançarem o caldeirão, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram numa sala idêntica à primeira vista: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.
"Não compreendo", disse o homem a Deus. "Por que é que aqui as pessoas estão felizes enquanto que na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?"
Deus sorriu e respondeu:
"Não percebeu? É que, aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros."Grupo Espírita Luz e Amor.
Av. Beberibe, 281 - Encruzilhada – Recife - PE***Recebido de Hannah
É preciso muita coragem para virar o dedo que aponta falhas nos outros, na nossa própria direcção. É mais difícil ainda, assumir os erros e não se conformar com as situações, usando a velha desculpa:
"Eu sou assim mesmo"...Ninguém está neste planeta como turista em gozo férias, e, as responsabilidades pelos nossos actos, ser-nos-ão cobradas a todo instante, por isso:
- Se a sua casa está a desmoronar-se, salve-se,
- Se a sua alimentação está a matá-lo, controle-se,
- Se a raiva está a sufocá-lo, respire fundo,
- Se ninguém o entende, resolva-se,
- Se o amor acabou, termine-o,
- Se não há mais respeito, respeite-se,
- Se o vício está a dominá-lo, peça ajuda,
- Se os amigos sumiram, consulte o seu hálito,
- Se as estrelas andam apagadas, consulte um oculista,
- Se a comida anda sem gosto, coma apenas quando tiver fome,
- Se o barco está a afundar-se, procure o seu colete salva-vidas.
O recado é bem claro, é preciso que viva e viva bem. Não adianta ficar a martirizar-se com aquela pessoa que o não respeita, porque se ela não se respeita, não tem como lhe dar o respeito. No trabalho, é preciso muito mais que o simples desejo de receber o salário, é preciso dedicação.
A palavra-chave é essa: respeite-se!
Não engula sapos maiores que aqueles que a sua garganta suporta. Se precisar falar baixo, óptimo, fale baixo, mas se for para gritar, abra bem a boca e solte o verbo, mas não fique no canto dos humilhados a fazer-se de vítima, porque aqui ninguém é inocente, todos temos uma parcela de culpa, até mesmo quando nos enganam, permitimos a traição, o engano, o erro.
Por quê?
Porque falta-nos respeito próprio, falta-nos coragem para dizermos não quando é de dizer não.
Pergunto:
- Está à espera de quê, para fazer o que é preciso fazer?
Hoje é o dia de decisão.Eu acredito em si.Obrigado!Paulo Roberto Gaefke
Muito se fala sobre a força das orações e dos mantras, mas não se explica como tudo isso funciona. Individualmente, quando agimos ou pensamos, estamos escolhendo uma das infinitas possibilidades que se estendem à nossa frente. São como caminhos a seguir, de acordo com o nosso pensamento e sintonia. Tudo já está lá. Como se você escrevesse um roteiro e ele lhe fosse sendo apresentado, imediatamente. Do mesmo jeito, os pensamentos e acções colectivas seguem os mesmos princípios.
Agora entendem como os templos religiosos, abarrotados de gente, ajudam as pessoas a fazerem suas escolhas. Imaginem centenas de pessoas com intensa emoção nas suas vozes, clamando por prosperidade, saúde, etc. Até quem não está muito convicto do que está a fazer, acaba entrando na onda. É pura física quântica. Existem inúmeras possibilidades de acontecimentos quanto ao futuro do planeta Terra.
Uma delas é a da catástrofe. Se ficarmos pensando (plasmando) que nós vamos viver toda sorte de acontecimentos cataclísmicos, assim acontecerá. Este é o “roteiro” que estamos a escrever para que se aproxime de nossa realidade como seres humanos. Os acontecimentos já estão lá, na linha do tempo que é linear. Não existe passado e nem futuro. O tempo é ilusão. Nós somos o tráfego dessa linha temporal.
Quem não viu o filme “De Volta para o Futuro I e II”? O sujeito agia (deslocando-se entre dimensões) de forma a alterar o passado e o futuro. A reprogramação de matrizes de nascimento, nada mais é do que recolocar você em outra linha do tempo. Reedita o seu passado para mudar o seu presente e, consequentemente, o seu futuro.
Mas, como fazer para interferir, efectivamente, nos rumos do planeta? Basta pensar, diariamente, num horário definido (18 horas é uma boa hora) que o planeta está em paz, livre, feliz, saudável, etc. Imaginemos o planeta Terra como uma extensão de nós (e ele o é), curando-se de todos os males. A frase “Na casa do Pai há muitas moradas” explica bem isso. Vivemos várias dimensões e cada uma delas nada mais é do que uma dessas possibilidades. Duas Terras já convivem connosco. Uma árida e destruída e outra o paraíso como o concebemos: natureza bela, convivência pacífica entre os povos, longevidade, saúde, prosperidade, etc.
E é aí que também entram as profecias. Muitas com sinais de destruição e outras com sinais de esperança. Qual delas estaria certa? Eu diria: as duas. Estas duas Terras já estão prontas, devemos escolher em qual delas queremos viver. Essa é a separação entre o joio e o trigo. Estamos em pleno livre-arbítrio.
Colectivamente podemos mudar a nossa história. Já foi provado isso quando um grupo de voluntários decidiu orar e meditar durante um tempo em Washington, cidade considerada de maior índice de criminalidade dos EUA. Conseguiram reduzir, e muito, os crimes locais.
O pensamento é o sistema condutor que direcciona a nossa emoção. Mas apenas o pensamento não cria vida. O que infunde vida ao pensamento é o amor, a alegria, o entusiasmo, a gratidão. Pensar apenas não funciona. Tem que se emocionar. É na emoção que encontramos o selo para enviar a carta. Curamos os nossos males mudando as emoções por eles catalogados.
Os amigos invisíveis sempre me ensinaram que quando começamos a rir de nossas limitações e dificuldades é porque já estamos curados. É o dom da emoção que dá força à possibilidade do nosso desejo. Se desejarmos algo e não acreditarmos que este desejo possa ser realizado, ele não terá a força da emoção. É como uma pessoa em depressão que não consegue reverter a situação de desânimo. Nada pode mudar se ela não tem a emoção.
Emocionar-se é gerar um sentimento. Medo e amor são geradores de sentimentos. Um atrai as coisas ruins, aquelas que mais tememos; e o outro, as boas. Por isso que tudo que tememos vem até nós. O amor impulsiona a criação de coisas boas que, na verdade, nem precisam ser criadas, pois elas já estão ali, lembram? É como entrar num supermercado e ir directo a uma estante de um determinado produto. Só porque não vamos comprar outras coisas não quer dizer que não estejam ali. Basta focalizá-las.
Podemos fazer isso o tempo todo, individual ou colectivamente. Disciplinemos o nosso pensamento “emocionado”. Vamos desejar com emoção que o planeta Terra seja feliz e que haja paz, principalmente nas actuais áreas de conflitos (Israel e Líbano). Às 18 horas juntemos os nossos desejos através da oração, da meditação e mudemos o nosso futuro, o curso da nossa história. Os amigos espirituais estão o tempo todo a dizer-nos para fazermos isso. Façamos, então. Vamos assumir a responsabilidade de zelar, com amor, dessa mãe Terra que generosamente nos alimenta. Vamos cuidar do planeta que nos recebeu para que pudéssemos cumprir as nossas respectivas caminhadas.
Oremos com emoção pelo menos durante 10 minutos diários, sempre no mesmo horário, pois a força do desejo colectivo fará com que haja futuro para os nossos descendentes. Mas não basta só orar. Precisamos ser coerentes e fazer a nossa parte: não jogar lixo onde não deve; tratar a natureza com respeito (animais, vegetais e minerais); ser cordial e delicado com as pessoas; respeitar as leis de convivência (não faça com os outros o que não gostaria que fizessem consigo); exercer a liberdade não invadindo a dos outros... e outras coisas que podemos fazer tão essenciais ao bom convívio humano.
Vera Ghimel
***
Que todos façam o que aqui se pede!