terça-feira, maio 16, 2006

O SERVO FELIZ

Certo dia, chegaram ao Céu um Marechal, um Filósofo, um Político e um Lavrador.

Um Emissário Divino recebeu-os, em elevada esfera, a fim de ouvi-los.

O Marechal aproximou-se, reverente, e falou:

– Mensageiro do Comando Supremo, venho da Terra distante. Conquistei muitas medalhas de mérito, venci numerosos inimigos, recebi várias homenagens em monumentos que me honram o nome.

– Que deseja em troca de seus grandes serviços? – Indagou o Enviado.

– Quero entrar no Céu.

O Anjo respondeu sem vacilar:

– Por enquanto, não pode receber a dádiva. Soldados e adversários, mulheres e crianças chamam-no insistentemente da Terra. Verifique o que alegam de sua passagem pelo mundo e volte mais tarde.

O Filósofo acercou-se do preposto divino e pediu:

– Anjo do Criador Eterno, venho do acanhado círculo dos homens. Dei às criaturas muita matéria de pensamento. Fui laureado por academias diversas. Meu retrato figura na galeria dos dicionários terrestres.

– Que pretende pelo que fez? – Perguntou o Emissário.

– Quero entrar no Céu.

– Por agora, porém – respondeu o mensageiro sem titubear –, não lhe cabe a concessão. Muitas mentes estão trabalhando com as ideias que você deixou no mundo e reclamam-lhe a presença, de modo a saberem separar-lhe os caprichos pessoais da inspiração sublime. Regresse ao velho posto, solucione seus problemas e torne oportunamente.

O Político tomou a palavra e acentuou:

– Ministro do Todo-Poderoso, fui administrador dos interesses públicos. Assinei várias leis que influenciaram meu tempo. Meu nome figura em muitos documentos oficiais.

– Que pede em compensação? – Perguntou o Missionário do Alto.

– Quero entrar no Céu.

O Enviado, no entanto, respondeu, firme:

– Por enquanto, não pode ser atendido. O povo mantém opiniões divergentes a seu respeito. Inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura e esses clamores chegam até aqui. Retorne ao seu gabinete, atenda às questões que lhe interessam a paz íntima e volte depois.
Aproximou-se, então, o Lavrador e falou, humilde:


– Mensageiro de Nosso Pai, fui cultivador da terra... plantei o milho, o arroz, a batata e o feijão. Ninguém me conhece, mas eu tive a glória de conhecer as bênçãos de Deus e recebê-las, nos raios do Sol, na chuva benfeitora, no chão abençoado, nas sementes, nas flores, nos frutos, no amor e na ternura de meus filhinhos...

O Anjo sorriu e disse:

– Que prémio deseja?

O Lavrador pediu, chorando de emoção:

– Se Nosso Pai permitir, desejaria voltar ao campo e continuar trabalhando. Tenho saudades da contemplação dos milagres de cada dia... A luz surgindo no firmamento em horas certas, a flor desabrochando por si mesma, o pão a multiplicar-se!... Se puder, plantarei o solo novamente para ver a grandeza divina a revelar-se no grão, transformado em dadivosa espiga... Não aspiro a outra felicidade senão a de prosseguir aprendendo, semeando, louvando e servindo!...

O Mensageiro Espiritual abraçou-o e exclamou, chorando igualmente, de júbilo:

– Venha comigo! O Senhor deseja vê-lo e ouvi-lo, porque diante do Trono Celestial apenas comparece quem procura trabalhar e servir sem recompensa.

In: “ALVORADA CRISTÔ (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Neio Lúcio)

segunda-feira, maio 15, 2006

PRÉMIO AO SACRIFÍCIO

Três irmãos dedicados a Jesus leram no Evangelho que cada homem receberá sempre, de acordo com as próprias obras, e prometeram cumprir as lições do Mestre.

O primeiro colocou-se na indústria do fio de algodão e, de tal modo se aplicou ao serviço que, em breve, passou à condição de interessado nos lucros administrativos.

Dentro de vinte e cinco anos, era o chefe da organização e adquiriu títulos de verdadeiro benfeitor do povo. Ganhava dinheiro com imensa facilidade e socorria infortunados e sofredores. Dividia o trabalho equitativamente e distribuía os lucros com justiça e bondade.

O segundo estudou muito tempo e tornou-se juiz famoso. Embora gozasse do respeito e da estima dos contemporâneos, jamais olvidou os compromissos que assumira à frente do Evangelho.

Defendeu os humildes, auxiliou os pobres e libertou muitos prisioneiros perseguidos pela maldade. De juiz tornou-se legislador e cooperou na confecção de leis benéficas e edificantes. Viveu sempre honrado, rico, feliz, correto e digno.

O terceiro, porém, era paralítico. Não podia usar a inteligência com facilidade. Não poderia comandar uma fábrica, nem dominar um tribunal. Tinha as pernas mirradas.

O leito era a sua residência. Lembrou, contudo, que poderia fazer um serviço de oração e começou a tarefa pela humilde mulher que lhe fazia a limpeza doméstica.

Viu-a triste e lacrimosa e procurou conhecer-lhe as mágoas com discrição e fraternidade. Confortou-a com ternura de irmão. Convidou-a a orar e pediu para ela as bénçãos divinas.

Bastou isto e, em breve, trazidos pela servidora reconhecida, outros sofredores vinham rogar-lhe o concurso da prece. O aposento singelo encheu-se de necessitados. Orava em companhia de todos, oferecia-lhes o sorriso de confiança na bondade celeste. Comentava os benefícios da dor, expunha suas esperanças no Reino Divino.

Dava de si mesmo, gastando emoções e energias no santo serviço do bem. Escrevia cartas inúmeras, consolando viúvas e órfãos, doentes e infortunados, insuflando-lhes paz e coragem. Comia pouco e repousava menos.

Tanto sofreu com as dores alheias que chegou a esquecer-se de si mesmo e tanto trabalhou que perdeu o dom da vista. Cego, contudo, não ficou sozinho. Prosseguiu colaborando com os sofredores, através da oração, ajudando-os, cada vez mais.


Morreram os três irmãos, em idade avançada, com pequenas diferenças de tempo.
Quando se reuniram, na vida espiritual, veio um Anjo examinar-lhes as obras com uma balança.


O industrial e o juiz traziam grande bagagem, que se constituía de várias bolsas, recheadas com o dinheiro e com as sentenças que haviam distribuído em benefício de muitos.

O servidor da prece trazia apenas pequeno livro, onde costumava escrever suas rogativas.


O primeiro foi abençoado pelo conforto que espalhou com os necessitados e o segundo foi também louvado pela justiça que semeara sabiamente.

Quando o Anjo, porém, abriu o livro do ex-paralítico, dele saiu uma grande luz, que tudo envolveu numa coroa resplandecente. A balança foi incapaz de lhe medir a grandeza.

Então, o Mensageiro falou-lhe, feliz:

– Teus irmãos são benditos na Casa do Pai pelos recursos que distribuíram, em favor do próximo, mas, em verdade, não é muito difícil ajudar com o dinheiro e com a faina que se multiplicam facilmente no mundo. Sê, porém, bem-aventurado, porque deste de ti mesmo, no amor santificante.

Gastaste as mãos, os olhos, o coração, as forças, os sentimentos e o tempo a benefício dos semelhantes e a Lei do Sacrifício determina que a tua moradia seja mais alta. Não transmitiste apenas os bens da vida: irradiaste os dons de Deus.

E o servidor humilde do povo foi conduzido a um céu mais elevado, de onde passou a exercer autoridade sobre muita gente.

In ALVORADA CRISTÃ (Francisco Cândido Xavier/Neio Lúcio)

sábado, maio 13, 2006

MÃEZINHA QUERIDA

Foto: MEIMEI (Hoje Espírito)

Relembrando 13 de Maio de 1917 - Fátima
(MÃE MARIA)

Mãezinha querida

Lembro-me de ti, quando acordei para recordar.

Debruçada ao meu berço, cantavas baixinho e derramavas no meu rosto pequeninas gotas de luz, que, mais tarde, vim a saber serem lágrimas.

Aconchegaste-me ao colo, como se me transportasses a brando ninho, e, desde então, nunca mais me deixaste.

Quando os outros iam à festa, velavas comigo, ensinando-me a pronunciar o bendito nome de Deus... Noutras ocasiões, trabalhavas, de agulha aos dedos, contando histórias de bondade e alegria, para que eu dormisse sonhando...

Se eu fugia, quebrando o pente, ou se voltava da escola com a roupa em frangalhos, enquanto muito gente falava em castigo, afogavas minhas mãos entre as tuas ou beijavas os meus cabelos em desalinho.

Depois cresci, vendo-te ao meu lado, à feição de um anjo entre quatro paredes... Cresci para o mundo, mas nunca deixei de ser, em teus braços, a criança pela qual entregaste a vida.

E, até agora, dia a dia, esperas, paciente e doce, o momento em que me volto para teus olhos, sorrindo para mim e abençoando-me sempre, ainda mesmo quando os meus problemas te retalhem o peito por lâminas de aflição!...

Hoje, ouvi a música dos milhões de vozes que te engrandecem...

Quis apanhar as constelações do Céu e misturá-las ao perfume das flores que desabrocham no chão, para tecer-te uma coroa de reconhecimento e carinho, mas, como não pudesse, venho trazer-te as pétalas de amor que colhi em minh’alma.

Recebe-as, Mãezinha!... Não são pérolas, nem brilhantes da Terra... São os lágrimas de ternura que Deus me deu para que te oferte o meu próprio coração, transformado num poema de estrelas.

Espírito: MEIMEI

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: "O Espírito da Verdade"


***
Que todos possam estar junto de suas mães, ou os que não podem como eu, que a tenham em seus pensamentos e em seus corações.

sexta-feira, maio 12, 2006

PEQUENA HISTÓRIA

Um dia, a Gota d'água, o Raio de Luz, a Abelha e o Homem Preguiçoso chegaram ao Trono de Deus.
O Todo-Poderoso recebeu-os, com bondade, e perguntou pelo que faziam.
A Gota d'água avançou e disse:
- Senhor, eu estive num terreno quase deserto, auxiliando uma raiz de laranjeira. Vi muitas árvores sofrendo sede e diversos animais que passavam, aflitos, procurando mananciais. Fiz o que pude, mas venho pedir-te outras Gotas d'água que me ajudem a socorrer quantos necessitam de nós.
O Pai sorriu, satisfeito, e exclamou:
- Bem-aventurada sejas pelo entendimento de minhas obras. Dar-te-ei os recursos das chuvas e das fontes.
Logo após, o Raio de Luz adiantou-se e falou:
- Senhor, eu desci... desci... e encontrei o fundo de um abismo. Nesse antro, combati a sombra, quanto me foi possível, mas notei a presença de muitas criaturas suplicando claridade. Venho ao Céu rogar-te outros Raios de Luz que comigo cooperem na libertação de todos aqueles que, no mundo, ainda sofrem a pressão das trevas.
O Pai, contente, respondeu:
- Bem-aventurado sejas pelo serviço à Criação. Dar-te-ei o concurso do Sol, das lâmpadas, dos livros iluminados e das boas palavras que se encontram na Terra.
Depois disso, a Abelha explicou-se:
- Senhor, tenho fabricado todo o mel, ao alcance de minhas possibilidades. Mas vejo tantas crianças fracas e doentes que te venho implorar mais flores e mais Abelhas, a fim de aumentar a produção...
O Pai, muito feliz, abençoou-a e replicou:
- Bem-aventurada sejas pelos benefícios que prestaste. Conceder-te-ei novos jardins e novas companheiras.
Em seguida, o Homem Preguiçoso foi chamado a falar.
Fez uma cara desagradável e informou:
- Senhor, nada consegui fazer. Por todos os lados, encontrei a inveja e a perseguição, o ódio e a maldade. Tive os braços atados pela ingratidão dos meus semelhantes. Tanta gente má permanecia no meu caminho que, em verdade, nada pude fazer.
O Pai bondoso, com expressão de descontentamento, exclamou:
- Infeliz de ti, que desprezaste os dons que te dei. Adormeceste na preguiça e nada fizeste. Os seres pequeninos e humildes alegraram meu Trono com o relatório de seus trabalhos, mas tua boca sabe apenas queixar, como se a inteligência e as mãos que te confiei para nada valessem. Retira-te! Os filhos inúteis e ingratos não devem buscar-me a presença. Regressa ao mundo e não voltes a procurar-me enquanto não aprenderes a servir.
A Gota d'água regressou, cristalina e bela.
O Raio de Luz tornou aos abismos, brilhando cada vez mais.
A Abelha desceu zumbindo, feliz.
O Homem Preguiçoso, porém, retirou-se muito triste.
In: Alvorada Cristã.

quinta-feira, maio 11, 2006

NA DIRECÇÃO DO BEM...

O Senhor tudo criou na direcção do bem.
Todas as criaturas, por isto, são chamadas a produzir proveitosamente.
A erva tenra sustenta os animais.
A fonte oculta socorre o insecto humilde.
A árvore é abençoada companheira dos homens.
A flor produzirá fruto.
O fruto dar-nos-á mesa farta.
O rio distribui as águas.
A chuva lava o céu e sacia a terra sedenta.
A pedra faz o alicerce de nossa casa.
A boa palavra revela o bom caminho.
Como desconhecer os santos propósitos da vida, se a natureza que a sustenta reflecte os sábios desígnios da Providência?
Grande escola para o nosso espírito, a Terra é um livro gigantesco em que podemos ler a mensagem de amor universal que o Pai Celeste nos envia.
Desde a gota de orvalho que alimenta o cacto espinhoso, à luz do Sol que brilha no alto para todos os seres, podemos sentir o apelo da Infinita Sabedoria ao serviço de cooperação na felicidade, na paz e na alegria dos semelhantes.
Todo o homem e toda a mulher nascem no mundo para tarefas santificantes, segundo a Divina Lei.
Com alegria, o bom administrador governa os interesses do povo.
Com alegria, o bom lavrador ara o solo e protege a sementeira.
O homem que semeia no chão, garantindo a subsistência das criaturas, é irmão daquele que dirige o pensamento das nações para o conhecimento divino.
A mulher que recebe homenagens pelas suas virtudes públicas é irmã daquela que, na intimidade do lar, se sacrifica pela criancinha doente.
Deus conhece as pessoas pelo que produzem, assim como nós conhecemos as árvores pelos frutos que nos estendem.
Em razão disto, os homens bons são amados e respeitados.
A presença deles atrai o carinho e a veneração dos semelhantes. Os maus, todavia, são portadores de acções e palavras indesejáveis e toda gente lhes evita o convívio, tanto quanto nos afastamos das plantas espinhosas e ingratas.
O homem bom compreende que a vida lhe pede a bênção do serviço e levanta-se cada manhã, pensando:
– “Que belo dia para trabalhar!”
O mau, porém, ergue-se de mau humor. Não sabe sorrir para os que o cercam e costuma exclamar:
– “Dia terrível! Que destino cruel! Detesto o trabalho e odeio a vida!”
Tais homens, como este, precisam do auxílio dos homens bons, pois que, dado não se dedicarem ao serviço digno, serão realmente muito infelizes.

In: ALVORADA CRISTÃ (Francisco Cândido Xavier/Neio Lúcio)

segunda-feira, maio 08, 2006

EVOLUÇÃO E FELICIDADE

"Porque nada podemos contra a verdade senão pela verdade." – PAULO. (II Coríntios, 13:8.)

Não esperavas talvez que expressões espectaculares te marcassem na Terra os processos de vivência humana.


E, muitas vezes, nós mesmos destacamos a disparidade entre as vitórias do raciocínio e as conquistas do sentimento.

Filósofos lamentam as distâncias entre a ciência e o amor.

Ainda assim, acima de nossos próprios pontos de vista, anteriormente expendidos, somos forçados a considerar que os domínios de um e outro são muito diferentes.

Onde os electrocardiógrafos capazes de medir o grau da dedicação dos pais pelos filhos?

Onde os computadores que nos traduzam em número e especificação as doenças suscitadas pelo ódio?

Como encontrar as máquinas que possam frenar, entre os povos, os impulsos da guerra e da delinquência?

Em que prodigioso supermercado adquirir exaustores das paixões que, na Terra, enquanto encarnados, tanta vez nos devastam a alma, inclinando-nos à loucura ou ao suicídio?

E onde, por fim, surpreender as engrenagens que nos mantenham, aí no mundo, com serenidade e equilíbrio, frustrando-nos as lágrimas, quando apertamos, em vão, entre as nossas, as mãos desfalecentes das criaturas queridas que se despedem de nós, antecedendo-nos, na viagem da morte?

Não te apaixones pelo progresso sem amor.

De que te valeria palmilhar, por meses e meses, um deserto formado em pepitas de ouro, sem a bênção da fonte, ou residir num palácio sem luz?

Atende à evolução para aperfeiçoar a vida, mas cultiva a fé e a paciência, a humildade e a compreensão que te balsamizem o espírito, porque não existe felicidade sem amor e não existe amor, sem responsabilidade, fora das Leis de Deus.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quinta-feira, maio 04, 2006

SERVE E CONFIA!

"Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados..." – PAULO. (I Coríntios, 1:9.)

Frequentemente, aparecem os companheiros que se dizem inabilitados para a tarefa que se lhes conferiu.


Assumiram compromissos dos quais se afastam nas primeiras dificuldades, alegando incompetência; iniciam empreendimentos de que se retiram, mal surjam certos empeços, declarando-se frágeis para o trabalho a fazer.

Retardam a execução de serviços que lhes trariam paz e felicidade sem delonga maior.

Se te sentes na órbita de semelhante problema, persevera no dever que abraçaste e não temas.

As Leis Divinas jamais falham.

A Natureza não espera frutos de laranjeira nascente.

A Vida não senta a criança na cátedra do professor.

Se repontam horas de crise nos encargos que te competem, mantém-te firme no lugar de trabalho em que o mundo te colocou e cultiva a certeza de que não te faltará auxílio para a concretização do bem a que te dedicas.

Rememoremos as palavras do Apóstolo Paulo, quando nos assevera:

- "Fiel é Deus pelo qual fostes chamados", consciencializando-nos de que Deus não nos deixará tentar empresa alguma, acima das forças de que possamos dispor.

Com semelhante dedução, prossigamos nas tarefas em que fomos engajados, com vista ao bem de todos, agindo e aprendendo, trabalhando e servindo, ante a bênção de Deus.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quarta-feira, maio 03, 2006

POR AMOR A DEUS!














Foto: Angra (RJ) - Brasil

"Servindo de boa-vontade ao Senhor..." – PAULO. (Efésios, 6:7.)

Não importa que o filho-problema te arranque lágrimas de aflição, se o abraças na condição de criatura eterna que Deus te deu para encaminhares.


Não existe sofrimento na abnegação, em favor de pais incompreensivos, se a eles te consagras na certeza de que os encontraste por benfeitores a que Deus te guiou, a fim de que os entendas e auxilies no reajustamento necessário.

Não há dor no sacrifício por alguém no lar ou no grupo social, se temos nesse alguém a presença de uma criatura difícil que Deus colocou no nosso caminho, para que sejamos seu apoio.

Não existem lágrimas nos encargos de auxilio ao próximo, bastas vezes cheias de aversões gratuitas, se as acolhemos por serviço que Deus nos entrega, no qual se nos apagam os impulsos da personalidade, a fim de que nos transformemos em auxílio aos semelhantes.

Aceita a responsabilidade em tuas mãos ou as provas que o tempo te trouxe por trabalho que Deus te confia, trabalhando e servindo, compreendendo e auxiliando aos outros, por amor a Deus e mais depressa te desfarás de quaisquer sombras do passado, liquidando débitos e culpas, em serviço de amor a Deus, porque o amor a Deus se te fará luz no coração, fazendo-te viver ao sol do porvir.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

segunda-feira, maio 01, 2006

O COMANDANTE ASHTAR SHERAN

O COMANDANTE ASHTAR SHERAN
E O PORTAL 12:12
Por: Socorro Viana – Maio de 2006

Simbolicamente o Portal sempre dá ideia de local que permite uma passagem para outro plano. Entre a porta do Templo e o altar de reverências há sempre a mesma relação entre a circunferência (todo) e o seu centro (ponto).
Mesmo sendo demonstrada a distância entre esta circunferência e o seu centro, são de certa forma muito próximos, já que determinam e reflectem a mesma coisa.
Os Portais sempre retratam também o trânsito, ligado a ideia de casa, pátria, lar.
Existia na antiguidade, em algumas partes do globo, um costume dos exilados levarem consigo as portas de suas casas. Lançavam-nas no mar e desembarcavam no lugar onde elas encalhavam.
Além do Portal 11:11, aberto em Janeiro de 1992, precisamos lembrar o Portal 12:12 já activado também na Terra.
O Portal 12:12 é muito mais subtil e possui seu foco central de construção no núcleo da Constelação das Plêiades, na Estrela de Alcione, que representa o Sol Central dessa Constelação.
Este Portal é bastante espiritual e exige de seus passageiros pelo menos 63% de energia transmutada, orientada no caminho do Cristo interno.
Trata-se de um Portal que deve manter-se em recepção até Dezembro de 2023 e tem por objectivo remover todos os seres no processo de despertar, que não mais queiram permanecer na Terra dentro das novas mudanças que aqui se manifestarão com a Transição Planetária.
Todos os processos de activação dos Portais 11:11 e 12:12 serão controlados em especial pela Grande Fraternidade Branca, a partir do Templo dos 22 Raios. Isto porque a desprogramação e remoção da Barreira de Frequência que instalou um estado de quarentena na Terra, teve seu processo de remoção complementado. Durante todo esse processo estabeleceu-se a necessidade de controle e direcção de todos os focos de Luz e gravitacionais, para não gerar um caos magnético em todo o sistema planetário.
O Comando Ashtar e todas as Hierarquias de Iluminados têm trabalhado em sintonia para permitir que as mudanças sejam mais suaves e precisas dentro da percepção humana global.
Este trabalho imenso está sendo dirigido a partir do Templo dos 22 Raios já instalados na Terra. Este Templo fica posicionado na região amazónica brasileira, fazendo divisa com a Venezuela e a Colômbia, integrando também o Templo do Elohim Amazon que rege o foco feminino em apoio aos Senhores Meru, no Lago Titicaca na Bolívia e Peru.
Este Templo pode ser observado como uma gigantesca estrela de 22 pontas e cada ponta representando um Raio de actuação para o despertar da Consciência Crística.
Para um trabalho de ajuda e entrosamento nesses Portais, colocamos a seguir um exercício de activação da Glândula Pineal que facilitará a Intuição, a Clarividência e a Vidência, condições importantes neste momento em que o ser necessita de abertura em seu próprio sistema interno:
Procurar um local tranquilo e relaxar. Imaginar um raio que parte dos entrecílios no centro da testa e dos ouvidos, encontrando-se numa espécie de estrela de três pontas, direccionando este raio para o interior da cabeça activando a glândula Pineal.
Repassamos aqui, trechos de canalizações do Comandante Ashtar Sheran, com referência a Portais, especificamente sobre o 12:12, demonstrando que em todos os momentos são feitos alertas para o despertar e crescimento da humanidade:
· A cada ser é dada a decisão de um comportamento correcto, uma vez que as acções determinarão o destino de cada um.
· Cada um com a sua força imensa, poderá formar o futuro, sendo agente da continuidade da espécie humana ou de sua destruição.
· Aqueles que duvidam da existência de “O Tudo Que É” e da imortalidade, não poderão entender as coisas simples da vida universal, perdendo o fio do entendimento de para que servem dinheiro, poder, responsabilidade.
· As bênçãos emitidas para a humanidade são pouco benéficas, uma vez que existem muitos homens na Terra que servem as forças negativas e que em nome das religiões e crenças do povo, redireccionam essas forças para desgaste da Luz.
· Existem actualmente sobre a Terra muitos homens que conhecem a realidade espiritual. Mas, constitui uma minoria entre a humanidade, que é tida como vítima de loucura e ilusão dos sentidos. As revelações emitidas como alerta pelas Hostes de Luz, são definidas pela maioria, como fantasias.
· Servimos ao Tudo Que É e trabalhamos por uma convivência pacífica entre todos os seres viventes, sendo esta a nossa meta sem ser nenhuma ilusão de sentidos.
· Na evolução universal, as humanidades já passaram por vários tipos de revoluções e mudanças. Mas, nenhuma delas, a nível dos humanos, podem comparar-se com a actual. Podemos dizer que esta é tão completa que mudará toda a vida na Terra.
· A consciência de unidade está a ser implantada e sobre todos os ângulos muda conceitos, compreensão, e o conhecimento da grandeza do Universo onde a verdade que existe fora, encontrará base sólida no interior de todos.
· Dentro de cada um existe a Centelha Divina. Infelizmente quanto maior a densidade, maior a dificuldade para perceber esta Centelha.
· Todos são na verdade deuses mergulhados na amnésia e negatividade. A Centelha Divina existe em cada um, sendo esta a única realidade que existe no corpo físico, uma vez que o restante desaparece, transforma-se. A tarefa na Terra exigida de cada um é dominar a ilusão da negatividade.
· A total tomada de consciência da própria integridade será completamente necessária em função das mudanças de padrões exigidas para a sobrevivência em dimensões superiores.
· A Terra está a ser purificada. A mudança da terceira para a quinta dimensão já é sentida de uma forma geral. Isto inclui mudança de vida do mundo físico para uma realidade bem subtil, sem meio-termo.
· Esta é a hora da verdade! Neste momento de amadurecimento e separação do joio do trigo, necessita-se de preparação prévia. Ao estarem preparados decidirão penetrar nas dimensões superiores. Se não, estarão confusos tendo o plano terrestre preenchido as suas vidas com tanta tristeza que não terão condição de entender um plano de amor. Neste caso, seguirão a catástrofe humana.
· Aqueles que fizerem a opção por o seu crescimento espiritual, irão seguir para a quinta dimensão, com certeza. Os que não compreenderem permanecerão num estado de amnésia e irão renascer em outras situações ainda na terceira dimensão. Existem vários lugares onde estas pessoas poderão ir e funcionarão de acordo com o desejo de suas almas.
· Os treinamentos nocturnos estão a ser aplicados às Sementes Estelares onde seus corpos estão a ser preparados. Muitas vezes ocorrem alguns desconfortos para adaptações. Estes estão sendo preparados para entender que isso faz parte do processo de mudanças. O que está a ser feito à noite é a saída do Corpo de Luz para a quinta dimensão do aprendizado.
· As alterações que necessitam ser feitas relativamente às adaptações à Transição Planetária, e que já estão ocorrendo, fazem parte do processo inicial básico, estando apenas a ser colocadas em prática as condições inerentes às etapas do próprio plano.
· A mudança em massa do processo de Transição, tem sido possível efectivar em função da entrada na Terra de Seres de Luz, via reencarnação. Desde o ano de 1970 do vosso tempo, estão estes seres encarregados de mudar a frequência planetária para padrões melhorados, tornando possível evitar uma catástrofe nuclear, como estava determinado anteriormente.
· Mesmo que a Transição Planetária esteja a ocorrer o mais agradável possível do que foi previsto inicialmente, pela intervenção dos Seres de Luz, conflitos, confrontos, catástrofes, ajustes intra e extra Terra não poderão ser evitados, alguns em grande escala.
· Os padrões individuais poderão ainda ser modificados partindo da ideia de “um mundo melhor começa em mim”. Essa forma de comportamento facilitará a absorção do novo padrão vibratório que terão de enfrentar na entrada e permanência no Cinturão de Fótons, de modo a não deixar muitas sequelas traumáticas em cada ser, mesmo após o desencarne.
· O mundo melhor é inevitável também sendo portanto uma consequência. Essa mudança não será possível sem desajustes para ajustamento, tanto individual como do Sistema como um todo. · Foram colocadas, para maior facilidade das movimentações em escala amplificada, portas específicas, com características especiais, por onde seguirão todos aqueles que estarão abrindo caminhos para os que seguem rumo à sua consciência divinizada.
· Fiquem atentos para estes portais e para as informações advindas através dos mesmos. Isto só poderá ser feito através da calma e da harmonia interna em função do Amor Maior.

sexta-feira, abril 28, 2006

ILUMINA ONDE ESTEJAS

"Vós sois a luz do mundo..." – JESUS. (Mateus, 5:14.)
Observa em torno de ti:
A noite da culpa;
As trevas da delinquência;
As sombras da obsessão;
O labirinto das provas;
As furnas da indiferença;
Os cárceres do egoísmo;
As tocas da ignorância;
O nevoeiro da angústia;
As nuvens do sofrimento;
A neblina das lágrimas;
Relaciona os recintos da vida onde as necessidades da alma nos obscurecem os caminhos e estende auxílio e compreensão, paz e esperança onde estiveres.
*
Disse-nos o Cristo: "Sois a luz do mundo." Toda criatura é uma fonte de luz por ser, em si, uma fonte de amor.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quinta-feira, abril 27, 2006

NAS TRILHAS DA VIDA...

Foto: Médium: F. Cândido Xavier

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO!

Caridade: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. (Livro dos Espíritos, Íten: 886)
***
NAS TRILHAS DA VIDA

"Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." – PEDRO. (I Pedro, 4:10.)

Inclinamo-nos ternamente para os que enlouqueceram de dor ou resvalaram em perigosos processos obsessivos; no entanto, é imperioso abeirar-nos com simpatia daqueles outros que suportam aflitivas tribulações e torturantes problemas para serem fiéis aos compromissos que assumem.

Pedimos a Protecção Divina para os que viajam em penúria nas sendas do Planeta, acampados em choças, carentes de tudo; entretanto, é forçoso rogar igualmente o amparo do Alto para aqueles outros companheiros da Humanidade que jornadeiam em naves douradas, no oceano da experiência terrestre, encarcerados, todavia, em suplícios ocultos.

Imploramos a Bênção do Pai Celeste para os que jazem nos sanatórios e nos presídios, a fim de que tolerem pacientemente as provas a que fizeram jus, segundo os princípios de causa e efeito, mas é justo implorar também o auxílio de Deus para aqueles outros homens e mulheres, em condições de saúde e liberdade, que não se poupam a qualquer sacrifício para o exacto desempenho dos encargos edificantes que o mundo lhes indicou.

A ninguém excluas de tua bondade e compreensão.

Somos complementos uns dos outros na Obra Divina.

Ninguém se aperfeiçoa sem o concurso de alguém.

Não te iludas com o jogo das aparências.

Deus situa-te junto de todos, porque precisas do amparo de todos, e, de algum modo, todos os que te cercam necessitam de ti.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quarta-feira, abril 26, 2006

DAS NASCENTES DO CORAÇÃO

DAS NASCENTES DO CORAÇÃO

"Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes." – PEDRO. (I Pedro, 3:8.)


De todos os tesouros que a Divina Providência te confiou, um deles é a piedade que podes libertar como um rio de bênçãos das nascentes do coração.

Pensa nas lágrimas que já te passaram pela existência e nunca derrames fel na trilha dos semelhantes. Para isso é necessário raciocines e te enterneças, entre a luz da compreensão e o apoio da caridade.

Compadecemo-nos facilmente dos irmãos tombados em necessidades materiais, cujos padecimentos nos sacodem as fibras mais íntimas, mas é preciso igualmente nos condoamos daqueles outros que se sentam diante da mesa farta arrasados de angústia, à face das provações que lhes desabam na vida.

Bastas vezes, perdemos lições e oportunidades preciosas para a aquisição de valores da Espiritualidade Maior, tão-somente por fixar a observação na face exterior de situações e pessoas.

O entendimento fraternal, no entanto, é clarão da alma penetrando vida e sentimento em suas mais ignotas profundezas.

A vista disso, seja a quem for, abençoa e auxilia sempre.

Diante de quaisquer desequilíbrios ou entraves que te venham a surpreender na estrada terrestre, molha a tua palavra no bálsamo da compaixão, a fim de que te desincumbas dignamente do bem que te cabe cumprir.

Procedamos assim, onde estivermos, na certeza de que, ao referirmo-nos à maioria de nós outros – os espíritos endividados da Terra – todas as vantagens que estejamos a desfrutar, à frente do próximo, não chegam até nós em função de merecimento que absolutamente não possuímos ainda, mas simplesmente em razão da misericórdia de Deus.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

terça-feira, abril 25, 2006

Leu-se em 24 de Abril de 2006 na Net, pela TSF

A Notícia:

"• FÁTIMA
Bispos lançam apelo a políticos e profissionais de saúde.
Os bispos portugueses, reunidos em Fátima, lançam apelos aos políticos católicos para que assumam a diferença em sede legislativa sobre questões do direito à vida e também aos profissionais de saúde para que exerçam o direito à objecção de consciência.
( 20:50 / 24 de Abril 06 )
A mensagem da abertura dos trabalhos da assembleia plenária da Primavera ficou marcada por uma preocupação.
Perante os bispos e jornalistas, D. Jorge Ortiga pergunta-se como transmitir a fé numa cultura de «laicismo cristão».
Na primeira resposta fica o destaque para a acção social da Igreja Católica, na designada opção preferencial pelos pobres, com notas para a actualidade, designadamente os casos não citados das Casas do Gaiato e da Oficina de São José, no Porto.
«São variadíssimas as manifestações do serviço caritativo da Igreja, que desempenham um trabalho estruturante na sociedade portuguesa. Muitos não as querem ver e só olham para elas quando surgem pequenos ou grandes problemas», adiantou.
No segundo tópico o presidente da Conferência Episcopal deixou recados sobre a defesa da vida.
«Aos políticos especialmente aos católicos compete a ousadia da diferença para que em sede legislativa assumam este direito inviolável (à vida) como fundamento de todos os outros direitos. Dos profissionais da saúde espera-se a serenidade de objectar em consciência para que a cultura da vida floresça nos estabelecimentos hospitalares», disse.
Ficaram ainda apelos à mudança no modo como se evangeliza, sobretudo em relação aos adultos que queiram ingressar na Igreja pelo baptismo ou a à mesma queiram voltar depois prolongados distanciamentos.
À margem dos pedidos, o novo bispo de Fátima-Leiria, D. António Marto, negou a existência de qualquer orientação do Vaticano para que o santuário não esteja aberto para receber personalidades de outras confissões religiosas.
Este bispo garante assim que não têm razão de ser as notícias que há alguns meses davam conta da insatisfação do Vaticano perante a passagem do Dalai Lama e de fiéis hindus pelo santuário de Fátima.
«Todo este problema parte de um equívoco que alguém propositadamente quis criar, dizendo que isto se estava a transformar num santuário das diversas religiões, não é isso, é um santuário católico, com o seu perfil próprio. Não podemos cair no equivoco de que o diálogo inter-religioso equivale a um santuário de todas as religiões», afirmou.
D. António Marto negou ainda que a alteração dos estatutos do santuário, que vai ser discutida nesta conferência plenária, tenha algo a ver com o alegado descontentamento da Santa Sé."
***///***
Os meus Comentários:
1.- Não chega defender, apenas, o Direito à Vida (vida física). Tem de se ir mais longe... torna-se urgente, porque obrigatório e absolutamente necessário à Luz de cada um, compreender a verdadeira Vida (a Espiritual) e, saber quem é que está a preparar-se para Renascer e, se possível, saber em que condições é que vem e... porquê! Nada está fora de DEUS! Importa, então, saber porque acontecem... certos modus de vida!

2.- A FÉ transmite-se falando a Verdade! A Verdade obriga a que se fale sem fantasias da nossa Vida Espiritual (disso que somos enquanto Filhos de Deus, criados por Si à Sua Imagem e Semelhança).
- "Por ele (o Consolador), conhecereis a Verdade que salva" - disse Jesus.
A Verdade, por si mesma, sem de mais nada precisar, encarrega-se de ilustrar e elucidar cada um acerca de si mesmo. Basta que cada um faça a busca lhe que cumpre fazer.

3.- Ser Laico não é crime! Ser-se Laico é assumir-se, eruditamente, que se é Leigo... tão-somente isso...!!!

4.- A Verdadeira Caridade, a Caridade Pura, é a que Ensina... além de também dar, absolutamente, comer à boca...

5.- Quando essa Caridade Pura existir e levar o Ensino a todos, sobre os porquês da Reencarnação, sem nunca olvidar das razões porque se Reencarna com este ou aquele corpo físico... com ou sem deficiências, aí, caros concidadões... cantar-se-ão Aleluias... pois que, em Verdade, se saíu, de vez, da vil ignorância imposta!

6.- FÁTIMA é Universal... não sendo, pois, de ninguém em privado... Significa isto que, o Chão Sagrado da Cova de Iria... deve ser limpo de todo o comércio... nele tendo assento, apenas, quem saiba o verdadeiro significado da ORAÇÃO, vinda do Coração... da ALMA!


7.- Não foi para que houvesse qualquer tipo de comércio que nossa Dulcíssima Mãe Maria falou aos 3 Pastorinhos...

DOAÇÃO DE NÓS!

"Dai e dar-se-vos-á..." – JESUS. (Lucas, 6:38.)

Deus te deu a ciência, a fim de que a estendas, em benefício de nossos irmãos, com tal devotamento que a ignorância jamais consiga entenebrecer os caminhos da Humanidade.

Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja onde for, venha a se constituir em luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.

Deus te deu a autoridade, a fim de que exerças a justiça com misericórdia, de tal maneira que a compaixão não desapareça do mundo, sob as rajadas da violência.

Deus te deu a fortuna para que o teu dinheiro se faça coluna do trabalho e da beneficência, com tal abnegação que a penúria jamais aniquile os nossos companheiros ainda menos felizes, nas trilhas da provação e do desespero.

Deus constantemente algo te dá, entretanto só conservarás e multiplicarás os talentos recebidos através das doações que fizeres.

Todos somos tão-somente usufrutuários dos bens da vida, os quais, no fundo, pertencem unicamente ao Senhor do Universo, que no-los conserva nas mãos, segundo o proveito e o rendimento que lhes venhamos a imprimir.

"Dai e dar-se-vos-á" – afirmou Jesus.

Isso, na essência, quer dizer: Deus te dá para que dês.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

sexta-feira, abril 21, 2006

HUMILDADE X ORGULHO

"No carácter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude."
(Henry Wadsworth Longfellow)

Humildade x Orgulho

Já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?

Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.

O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.

Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.

A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.

A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.

O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.

O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.

Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.

Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.

A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.

Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.

A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.

Uma pessoa orgulhosa acha-se perfeita. A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser".

A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de lhes pôr defeitos.

O humilde faz sempre algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho".

Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir". A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".

A pessoa humilde compartilha as suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso guarda-as para si mesmo, porque teme a concorrência.

A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.

Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.

O orgulhoso diz-se céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.

Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobres, sem se importar de quem venham. A pessoa orgulhosa defende sempre as suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.

Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.

......................

Sabe por que o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?

Porque foi humilde o bastante para se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios.

Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

quarta-feira, abril 19, 2006

TEMAS DA PRECE

"Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles..." – JESUS. (Mateus, 7:12.)

Roga a Deus te abençoe, mas concilia-te, em cada manhã, com todas as criaturas e com todas as coisas, agradecendo-lhes as dádivas ou lições que te ofertem.


Pede saúde, evitando brechas para a doença.

Solicita protecção, amparando os irmãos de experiência quotidiana, dentro dos recursos que se te façam possíveis.

Espera a felicidade, criando a alegria do próximo.

Procura as luzes do saber, distribuindo-as no auxílio aos que te rodeiam.

Busca melhorar o nível de conforto na tua existência material, apoiando os companheiros de Humanidade para que se elevem de condição.

Aguarda tolerância para as falhas possíveis que venhas a cometer; entretanto, esquece igualmente as ofensas de que te faças objecto ou as dificuldades que alguém te imponha.

Requisita a consideração e a simpatia dos semelhantes para que te harmonizes contigo mesmo; todavia, oferece aos outros a consideração e a simpatia de que carecem para que não lhes falhem o equilíbrio e a tranquilidade.

Suplica o auxílio do Senhor, na sustentação de tua paz; contudo, não sonegues auxílio ao Senhor para que haja sustentação na paz dos outros.

A árvore se alimenta com os recursos do solo, produzindo fruto que não consome.

A lâmpada gasta a força da fábrica, deitando luz, a beneficio de todos, sem a enceleirar.

Entre a rogativa e a concessão está o proveito.

Afirma-nos o Evangelho que para Deus nada existe impossível, mas decerto que Deus espera que cada um de nós faça o possível em nosso próprio favor.

In CEIFA DE LUZ (Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

terça-feira, abril 18, 2006

Carta para Allan Kardec

Caro amigo Allan Kardec.

Hoje, aqui na Sociedade Espírita Nova Era, (e em todos os CEs do mundo) continuamos seus alunos. Reunidos especialmente para lembrar sua obra maior. Nossa obra consoladora.

Continuamos seus alunos, pois são nas suas palavras amorosas que vamos avançando, passo a passo, em nossa caminhada evolutiva.

Temos que admitir que, às vezes, somos indóceis, peraltas. Muitas vezes somos medíocres, pois não compreendemos como devíamos suas orientações, lições e exemplos.

Meu caro professor.

Temos consciência que você entende que ainda estamos em plena caminhada. E você nos lembra a todo o momento que o que vale é o esforço de cada um para a transformação íntima, acima das palavras e dos gestos.

Sabemos também o quanto difícil é estarmos no caminho do bem em um mundo de provas e expiações, tomado pelo egoísmo, pelo orgulho e pelas coisas descartáveis.

E por isso mesmo tão desigual; ainda tão apegado à matéria, esta nossa vestimenta provisória.

Sim, professor, o materialismo ainda resiste. Na ciência, na filosofia e até mesmo na religião.

Hoje ele tem uma forma sofisticada, sutil. O homem utilizou também sua inteligência para espalhar pelos grandes meios de comunicação o falso poder do ouro e dos prazeres excessivamente materiais.

Mas nem tudo é dor, você sabe professor. Lembramos sempre que o que move o ser humano é o progresso, e não os tesouros.

Sua obra é nosso estandarte. O Livro dos Espíritos espalha-se por todo o Brasil. De norte a sul. E leva ao mundo esta palavra de consolo: a vida não acaba.

Por vilas, morros, alamedas e avenidas. Por castelos e casebres, sociedades, centros e núcleos espíritas acolhem espíritos, encarnados e desencarnados, das mais diversas singularidades. A doutrina dos espíritos nos enche de alegria, de Paz e de ânimo para prosseguirmos apesar das vicissitudes.

Professor Kardec, ao terminar esta carta que com certeza toma seu tempo precioso dedicado a missões por diversos outros mundos, afirmamos que vamos continuar seguindo seu exemplo de educador, levando aos mais necessitados este ensino amoroso que nos traz a Falange do Espírito da Verdade, inspirada pelo governador da Terra, Mestre Jesus.

Vamos continuar seguindo o exemplo da sua determinação em organizar "O Livro dos espíritos", que é e sempre será um amigo presente em todos os nossos momentos.

Muito obrigado, professor.

Diretoria e trabalhadores da Sociedade Espírita Nova Era18 de abril de 2006 - 18 de abril de 1857 - 149 anos.

http://www.se-novaera.org.br/

Passe para seu(ua) amigo(a)!

NO BURILAMENTO ÍNTIMO

"Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim." – JESUS. (Mateus, 24:46.)

Suspiramos por burilamento pessoal; entretanto, para o atingir, urge não esquecer as disciplinas que lhe antecedem a formação.


À vista disso, recordemos que a essência da educação reside nas directrizes de vida superior que adoptamos para nós mesmos. Daí o impositivo de se cultivar o hábito:

De ser fiel ao desempenho dos próprios deveres;

De fazer o melhor que pudermos, no sector de acção em que a vida nos situe;

De auxiliar a outrem, sem expectativa de recompensa;

De aperfeiçoar as palavras que nos escapem da boca;

De desculpar incondicionalmente quaisquer ofensas;

De nunca prejudicar a quem quer que seja;

De buscar a "boa parte" das situações e das pessoas, olvidando tudo o que tome a feição de calamidade ou de sombra;

De procurar o bem com a disposição de o realizar;

De nunca desesperar;

De que os outros, sejam quais forem, são nossos irmãos e filhos de Deus, constituindo connosco a família da Humanidade.

Para isso, é forçoso lembrar, sobretudo, que a alavanca da sustentação dos hábitos enobrecedores está em nós e somente vale se manejada por nós.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quarta-feira, abril 12, 2006

EM FAMÍLIA ESPIRITUAL

"Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?" – JESUS. (Mateus, 7:3.)

Quanto mais entramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.


Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns nos outros, não para nos criticarmos, mas para nos entendermos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

Que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem lhes observar a parte boa;
Que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objecto;
Que apenas se lembra dos adversários com o propósito de os arrasar, sem lhes reconhecer as dificuldades e os sofrimentos;
Que não analisa as razões dos outros, e se fixa unicamente nos direitos que julga pertencer-lhe;
Que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;
Que se considera invulnerável nas opiniões que emite ou na conduta que espose;
Que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;
Que não se dispõe a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;
Que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...


Será talvez, de todos nós, aquele que mais carece de entendimento e ternura, uma vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

segunda-feira, abril 10, 2006

ANTE O DIVINO SEMEADOR

"Ouvi: eis que saiu o semeador a semear..." – JESUS. (Marcos, 4:3.)

Jesus é o Semeador da Terra e a Humanidade é a Lavoura de Deus em Suas Mãos.


Lembremo-nos da renúncia exigida à semente chamada à produção que se destina ao celeiro para que não venhamos a sucumbir em nossas próprias tarefas.

Atirada ao ninho escuro da gleba em que lhe cabe desabrochar, sofre extremo abandono, sufocada ao peso do chão que lhe esmaga o envoltório.

Sozinha e oprimida, desenfaixa-se das forças inferiores que a constringem, a fim de que os seus princípios germinativos consigam receber a bênção do céu.

Contudo, mal se desenvolve, habitualmente padece o assalto de vermes que lhe maculam o seio, quando não experimenta a avalancha de lama, por força dos temporais.

Ainda assim, obscura e modesta, a planta nascida crê instintivamente na sabedoria da natureza que lhe plasmou a existência e cresce para o brilho solar, vestindo-se de frondes tenras e florindo em melodias de perfume e beleza para frutificar, mais tarde, nos recursos que sustentam a vida.

À frente do Semeador Sublime, não esmoreças ante os pesares da incompreensão e do isolamento, das tentações e das provas aflitivas e rudes.

Crê no Poder Divino que te criou para a imortalidade e, no silêncio do trabalho incessante no bem a que foste trazido, ergue-te para a Luz Soberana, na certeza de que, através da integração com o amor que nos rege os destinos, chegarás sob a generosa protecção do Celeste Pomicultor, à frutificação da verdadeira felicidade.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quinta-feira, abril 06, 2006

IMUNIZAÇÃO ESPIRITUAL


"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem..."
– JESUS. (Mateus, 5:44.)

Temos, efectivamente, duas classes de adversários, aqueles que não concordam connosco e aqueles que suscitamos com a nossa própria cultura de intolerância.


Os primeiros são inevitáveis. Repontam da área de todas as existências, mormente quando a criatura se encaminha para diante nas trilhas de elevação.

Nem Jesus viveu ou vive sem eles.

Os segundos, porém, são aqueles cujo aparecimento podemos e devemos evitar. Para isso, enumeremos alguns dos prejuízos que angariaremos, na certa, criando aversões no nosso caminho:

- Focos de vibrações contundentes;
- Centros de oposição sistemática;
- Ameaças silenciosas;
- Portas fechadas ao concurso espontâneo;
- Opiniões quase sempre tendenciosas, a nosso respeito;
- Suspeitas injustificáveis;
- Propósitos de desforço;
- Antipatias gratuitas;
- Prevenções e sarcasmos;
- Aborrecimentos;
- Sombras de espírito.


Qualquer das parcelas relacionadas nesta lista de desvantagens bastaria para amargurar larga faixa de nossa vida, aniquilando-nos possibilidades preciosas ou reduzindo-nos eficiência, tranquilidade, realização e alegria de viver.

Fácil inferir que apenas nos lesamos a nós mesmos, fazendo adversários, tanto quanto é muito importante saber tolerá-los e respeitá-los, sempre que surjam contra nós.

Compreendamos, assim, que quando Jesus nos recomendou amar os inimigos estava muito longe de nos induzir à conivência com o mal, e sim entregava-nos a fórmula ideal do equilíbrio com a paz da imunização.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

terça-feira, abril 04, 2006

MENSAGEM RECEBIDA POR CHICO XAVIER

Mensagem recebida em 29/01/2000 aos 89 anos:

Conquanto as agitações que assinalam o mundo,
Recorda que podes seguir o próprio caminho,
Conservando-te em paz.
Segue com serenidade e coragem,
Ao encontro dos deveres que te competem.

Ao teu lado é possível que escutes
Os impropérios dos inconformados.
Adiante, talvez registes as reclamações
Dos que se entregam ao desespero.
E das margens da senda que
A vida te compete a trilhar,
Surgem convites à perturbação,
Nascidos de muitos companheiros
Que se acolhem ao pessimismo e à descrença.

Resguarda-te em paz e segue
Demonstrando bondade para com todos.
Não existe ninguém sem um recado a transmitir.

Pensando ou falando, comunica tranquilidade
E segurança aos que te ouçam.
Não te sintas superior.
A estrada evolutiva é de todos.
Muitos te acompanham na retaguarda,
No entanto, muitos outros seguem à tua frente.

Permanece no lugar que te é próprio,
Agindo e servindo.
Zela com dedicação pelo bem daquele
Que o Senhor te confiou,
Mas se um dia, os entes amados
Se te afastarem do convívio, não te lastimes.
Cada um de nós, em certas ocasiões da existência,
É chamado a percorrer caminhos diferentes.

Não cultives apego demasiado.
Serve amando e ama sem te prenderes
E sem prender os outros.
Auxilia aos teus semelhantes,
Tanto quanto puderes, para que não te falte
O auxílio alheio, quando isso te for necessário.

E segue em paz na estrada que a vida te traçou,
Na certeza de que apesar de todas as inquietações
A que nos submete, o mundo é Criação Divina,
Entregue ao serviço humano, e que,
Por dentro do próprio coração,
Trabalhando e servindo em paz,
Qualquer pessoa pode ser feliz.
Ergue-te cada dia, faz o melhor ao teu alcance.

Trabalha e serve.

***

"Amar sem esperar ser amado

E sem aguardar recompensa alguma.
Amar sempre."

Chico Xavier

***
Para o Chico Xavier:

Não se pode dizer que não ficará o pesar e

A saudade pela tua partida!
A terra precisa de mais pessoas como tu!
De onde estás a tua luz chegará até nós.
Obrigada Chico

Por tantos que foram ajudados
Por tanto alento e amor doado
Por pregar e acreditar no amor incondicional!
O Amor Crístico e Universal!
Obrigada por ter vivido entre nós!

Tahyane

O QUE O SENHOR JESUS ME DISSE...

- "Não te esqueças: Ama o Pai acima de todas as coisas, em Espírito e em Verdade, e Ama o teu próximo como a ti mesmo. Se isto fizeres, terás a Vida Eterna!"

***
- "Não te peço, ordeno-te: Nunca abandones os Meus Caminhos e Eu estarei sempre contigo!"

***
Uma de Suas Máximas, dada a todos...

- "Só pelo Amor será salvo o Homem"!

***
Saibamos AMAR...

MORTE INFANTIL

"O amor prende-nos pela alegria e pelas lágrimas."

Victor Hugo

***
"Morte Infantil

A morte geralmente dilacera corações.

Quando se trata de crianças em tenra idade, parece ainda pior.

À dor dos pais, une-se a dos amigos e conhecidos e vai crescendo como uma bola de neve.

Normalmente termina com gritos de revolta contra a divindade e sua sabedoria.

Ou então as criaturas clamam a Deus, crendo-se por Ele esquecidas.

Foi exactamente por este quadro quase rotineiro que nos surpreendeu a história narrada por uma americana.

Casada, mãe de dois belos garotos, uma boa provisão de contas, problemas, amor e felicidade.


Mas Beth sentia que no mundo espiritual havia mais um menino à espera para nascer. Ela sentia-o como dela. Apenas não o havia concebido.

Conseguir o garoto não foi fácil. Foram sete anos de médicos, orações, desapontamentos e dois abortos espontâneos.

Finalmente, nasceu o menino.

Ela não conseguia encontrar o nome que traduzisse "presente directo de Deus". Por isso deu-lhe o nome de Marcos.

Reconhecia o filho como algo muito especial.

E era mesmo. À medida que foi crescendo, foi mexendo com a toda a família.

Como acontece muitas vezes com o filho temporão, reabriu os olhos e os corações de pais e irmãos para novos e ricos sentimentos de amor e de felicidade.

Os irmãos mais velhos logo assumiram o papel de jovens pais.

E do “camaradinha”, como era chamado, foram recebendo lições de paciência, compreensão, tolerância.

Sim, porque quando ele estava acordado conseguia manter um pouco maluca, a maior parte do tempo, toda a família.

Quando acordava, alguém dava o alarma: "alerta! Tufão à vista!"

Subia ao piano, ao armário, à mesa. Era um espírito tão cheio de vida que Beth acreditava que nunca o mundo o conseguiria domar. Ele parecia livre como uma brisa fresca.

Por vezes, detinha-se a contemplá-lo.

Narizinho arrebitado, boca sorridente, vivos olhos azuis, cabelo louro. E pensava: "lembrarei sempre de si como é agora."

Mas, pouco antes de fazer cinco anos, adoeceu… Leucemia. Disseram que iria morrer.

Naquele dia do diagnóstico, o pai montou o carro que havia escondido para o natal e deixou que o filho corresse alegremente com ele, pelo jardim antes de partir para o hospital.

Foram três semanas de injecções, dores, transfusões, pílulas. Voltaram para casa.
Começaram os intermináveis exames de sangue e as tentativas para manter o menino vivo.

Sempre havia esperança...

Olhar para os olhos brilhantes e confiantes de uma criança amada, assistir à dor dos tratamentos, ver aquela criança morrer lentamente...era insuportável.

Mas Marcos morreu durante um ano inteiro.

O grande amor de toda a família não o protegeu contra coisa alguma.

Quando o corpo inchava, Beth dava-lhe amor. Quando ficou cego, ela contava-lhe histórias para lhe aliviar a dor.

Quando foi acometido por hemorragia, atormentado por convulsões, ela disse-lhe adeus.
Ele morreu. Ela fechou-lhe os olhos.

Abraçada ao marido e aos outros dois garotos, falou: "de novo sabemos que há um menino no mundo espiritual que é parte de nós.”

Deus permitiu-nos conhecê-lo e vivê-lo. A luz de Marcos brilhará pelo resto das nossas vidas. Muito obrigado, meu Deus!"

*******
A família é planeada antes do nascimento.

É por isso que, muitas vezes, as mães têm intuições de que falta mais um filho para nascer.

Ou que os noivos se sentem tão seguros ao planearem a família, com o número de filhos, etc.

Alguns até têm a certeza do sexo das crianças antes de serem concebidas. Tantos meninos. Tantas meninas.

É que muitos espíritos recordam, embora em nível inconsciente, o que de antemão haviam planeado antes de nascer."

Citámos.

Caríssimos(as):

Esta história linda, apesar da ‘dor’ tudo foi compreendido, aceite e... sobretudo, amado, conta-nos como tudo é planeado e vivido, em sabedoria, muito antes de reencarnarmos… pois nada fica ao sabor do acaso ou de coincidências que, em Deus, nunca existirão!

Tudo foi pago, incluindo… pelos dois abortos espontâneos… que, sendo assim, nunca poderão ser crime, pois que fazem parte, ou resultam, da execução da Lei Divina…

Compreenda, pois, o Homem, como tal Lei é Perfeita… Eterna… e se nos aplica inexoravelmente, mesmo que não tenhamos consciência de nossas faltas vencidas em anteriores vindas!

Porque sabemos disto, a Deus Pai/Mãe Criador damos graças por nos ter permitido isso saber!

domingo, abril 02, 2006

PAZ DE ESPÍRITO

Temos hoje, em toda parte da Terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução aos demais problemas que sitiam a alma.

Que directrizes, porém, adoptar na obtenção de semelhante conquista?

Usar a força, impor condições, armar circunstâncias?

Não desconhecemos, no entanto, que a tensão apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas ocultas do espírito, agravando conflitos e mascarando as realidades profundas de nossa vida íntima, habitualmente manifestas.

A paz de espírito, ao contrário, exclui a precipitação e a inquietude, para se deter e se consolidar na serenidade e no entendimento.

Para a adquirir, por isso mesmo, urge entregar as nossas síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apoia.

As ciências psicológicas da actualidade nomeiam esse recurso como sendo "O poder criativo e actuante do inconsciente", mas, simplificando conceitos, a fim de os adaptar ao clima de nossa fé, chamamos-lhe "o poder omnisciente de Deus em nós".

Render-nos aos desígnios de Deus, e confiar a Deus as questões que nos surjam intrincadas no quotidiano, é a norma exacta da tranquilidade susceptível de nos garantir equilíbrio no mundo interno para o rendimento ideal da vida.

Colocar na conta de Deus a parte obscura de nossa caminhada evolutiva, mas sem desprezar a parte do dever que nos compete.

Trabalhar e esperar, realizando o melhor que pudermos. Fé e serviço, calma sem ócio.

Pensemos nisso e alijemos o fardo dos agentes destrutivos de ódio, ressentimento, culpa, condenação, crítica ou amargura que costumamos arrastar no barro da hostilidade com que tratamos a vida, tanta vez arruinando tempo e saúde, oportunidade e interesses.

Fundamentemos a nossa paz de espírito numa conclusão clara e simples: Deus que nos tem sustentado, até agora, nos sustentará também de agora em diante.

Em suma, recordemos o texto evangélico que nos adverte sensatamente:

"Se Deus é por nós, quem poderá ser contra!"


In: “Alma e Coração” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

quinta-feira, março 30, 2006

DALAI LAMA

Recebi de:
http://somostodosum.ig.com.br

“Onde quer que eu vá, sempre aconselho as pessoas a serem altruístas e bondosas. Tento concentrar toda a minha energia e força espiritual na disseminação da bondade. É o que há de mais essencial.”
Tenzin Gyatso, o 14° Dalai Lama

Foi meu pai, eterno apaixonado por história, que me falou pela primeira vez sobre o Dalai Lama.

Eu era um menino de cinco ou seis anos, mas lembro-me que me apaixonei pela incrível aventura de um outro garoto de quinze anos, filho de camponeses... garoto que tinha sido escolhido de uma forma que podia, então, ser considerada inacreditável: os monges mais velhos tinham-no finalmente "encontrado" como reencarnação de um Lama anterior e empossado como líder espiritual e político de uma distante e soberana nação montanhosa no Himalaia, o Tibet.

Nação que acabava de ser brutalmente invadida e anexada à China pelas tropas de Mao Tse Tung, em absoluta violação das leis internacionais. Nenhuma nação de expressão mundial se insurgiu na época – e muito menos agora – contra esta sangrenta ocupação de uma nação soberana e pacífica, abuso que continua sem solução até hoje visto a importância comercial da China, que coloca em último plano a lei da soberania internacional dos estados e os direitos humanos como um todo.

Pouco se ouvia falar dele, sob a rígida censura chinesa, sendo obrigado a viver recluso no seu próprio palácio. Poucos anos depois participou de uma fuga espectacular pelas geleiras do Himalaia, conseguindo finalmente asilo em Dharamsala, no norte da Índia, onde instalou o seu governo de exílio, construiu escolas para transmitir os milenares ensinamentos budistas e de onde iniciou sua peregrinação mundial em prol da libertação do Tibet, da paz e da amizade entre os povos.

Sou dos que comemoraram este facto – a fuga para a liberdade – como se fosse o fim de uma guerra mundial e, a partir deste momento, nunca mais deixei de acompanhar, com cada vez mais entusiasmo, sua história extraordinária que lhe valeu o premio Nobel da Paz de 1989.

O que me encanta neste ser de Luz é a simplicidade, a alegria, a enorme e contagiante compaixão que o deixa à vontade em qualquer momento, em qualquer nação, com qualquer pessoa, seja ela humilde ou poderosa. Sua capacidade de motivar as pessoas e mostrar a elas o rumo da Unidade, do perdão, da acção pacífica e respeitosa é absolutamente ímpar.

Sua imagem mais recorrente na mídia é no momento em que ele cumprimenta as pessoas, curvando-se com as mãos juntas na altura do peito, enviando energia de amor a partir do coração, reconhecendo e saudando o Deus que existe no outro.

Descobri apenas recentemente que o nome Dalai Lama, na linguagem tibetana, significa "Oceano de Sabedoria" e sinto que este conceito se encaixa tão bem nesta lenda viva de 70 anos que, no meu entender, manifesta o verdadeiro líder mundial de nosso tempo, acossados como estamos por uma horda, um bando de governantes hipócritas e desqualificados. Indivíduos falsos e cínicos que dirigem a humanidade de forma ambiciosa, egoísta e catastrófica, aproximando-nos perigosamente do caos total e até da destruição do Planeta.

Não é por acaso que o Tibet, talvez o único país no mundo governado pela justiça, a fraternidade e o amor incondicional foram sumariamente aniquilados. A lei do mais forte, ainda. A lei que diz que os aspectos económico/comerciais são sempre os que mais contam; custe o que custar.

Mas, não obstante esta dolorosa situação na qual se encontra seu povo, o exilado Dalai Lama continua firme na sua corajosa missão que o coloca de facto como líder mundial na defesa dos direitos humanos e da paz mundial.

Mantendo o farol da dignidade, da verdade, transmitindo a quem tem ouvidos para ouvir que, sem a harmonia e a congregação dos povos, a paz da alma não poderá ser atingida e que os meios para reconectar a humanidade só podem ser pacíficos e que exigem esforço, coragem e sacrifício.

Ensinando e mostrando como cada aspecto do nosso sofrimento – dor, infelicidade e até envelhecimento e morte – tem suas raízes no desconhecimento de nossa natureza verdadeira.

Teremos finalmente a oportunidade de estarmos perto dele e sentirmos sua amorosa energia ao vivo, no final de Abril, durante a sua intensa programação de três dias aqui em São Paulo.

Vamos nos encontrar no dia 29 de Abril, sábado, na esquina da Av. Pedro Álvares Cabral com Rua Abílio Soares, em frente ao Parque do Ibirapuera (vagas ilimitadas com entrada franca) para compartilharmos essa energia de amor incondicional, de que estamos todos necessitados.

Acesse: http://www.dalailama.org.br/programacao

quarta-feira, março 29, 2006

MINISTÉRIO DO AUXÍLIO

Foto: Médium Divaldo Pereira Franco

A caravana volumosa dos que retornam prossegue, ininterrupta, em marcha crescente.

Incontáveis passageiros volvem ao porto de origem, assinalados pelos descalabros em que tombaram.

Inúmeros anestesiados, quando na matéria, olvidaram-se dos compromissos que assumiram.
Diversos, utilizando-se do corpo, menosprezaram o património da vida.


Alguns, advertidos quanto aos deveres a cumprir, negaram, eximindo-se da responsabilidade.

Vários, convocados directamente ao programa dignificador, apresentaram-se rebeldes e queixosos.

Um número sem conta conheceu a informação da verdade, porém preferiu o prazer do engodo.

Somente poucos sentiram a imperiosa necessidade de servir e de amar.

Aclarados pelo bem, fizeram-se cooperadores da verdade.

Sensibilizados pelo amor, colocaram óleo na engrenagem do serviço, a fim de não se enferrujarem na inutilidade.

Compreendendo a transitoriedade do corpo, quais formigas previdentes, acumularam valores que transferiram para após a invernia da morte e despertam amparados pelos actos.

A caravana, porém, dos desajuizados e imprudentes, dos combalidos e enfermos, convida-nos à compaixão sem censura, à caridade sem admoestação, ao socorro sem imposição de natureza alguma.

Esgravatar-se uma ferida aberta em chaga viva, não constitui terapia de cura.

Colocar ácido num corte recém-aberto, jamais significa atendimento valioso.

Só o penso do amor como unguento de misericórdia, colocados no algodão da discrição que, atendendo uns e minorando aflições de outros, realizam o ministério do auxílio fraternal.

A vida, que se desdobra em múltiplas facetas na organização carnal ou fora dela, é um todo em harmonia com os códigos da Lei Divina.


Disputemos, na conjuntura em que nos encontramos, a honra do ideal de servir sem a preocupação exigente de penetrar nas causas do sofrimento, mas ungidos pelo zelo prudente de lhes modificar as estruturas aflitivas.

O Senhor, que nos conhece desde o princípio, ajuda-nos sempre, através das doações gratuitas do amor que se manifesta de mil modos, conduzindo-nos até Ele.

Façamos, então, a nossa parte conforme as possibilidades que desfrutemos junto aos irmãos desencarnados em agonia.

(De "Intercâmbio mediúnico", de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

terça-feira, março 28, 2006

NO TRATO COMUM...













"...Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados." – PAULO. (Hebreus, 12:15.)

É razoável estarmos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio.


Os outros colhem os frutos de nossas acções e oferecem-nos, de volta, as reacções consequentes.

Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes ou seleccionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranquilidade a nós mesmos.

Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da queixa.

Super estimamos os nossos problemas, supomos as nossas dores maiores e mais complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável raiz de amargura no solo do coração.

Daí brotam espinhos mentais, susceptíveis de golpear quantos convivem connosco, na actividade quotidiana, envenenando-lhes a vida.

Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos entes amados, predispondo-os à enfermidade ou à delinquência com as nossas frases irreflectidas!

Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas observações vinagrosas!

Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que em nós se instalam nas tarefas do dia-a-dia, quase sempre sem percebermos.

Esqueçamos ofensas, discórdias, angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo em que actuamos.

Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de sol.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)

segunda-feira, março 27, 2006

IGUALDADE


O mal da igualdade é que a queremos somente com os nossos superiores. (H. Becque)

Cumpre-nos indagar o que buscamos quando lutamos pela igualdade. Certamente que somos todos iguais, na função directa da palavra, pois que somos todos filhos de Deus.

Somos todos iguais perante o Criador, mas nunca somos iguais quanto ao que se fala sobre a nossa posição espiritual. Cada criatura encontra-se em escala evolutiva diferente; portanto, respira de modo diferente, no que se relaciona à sua paz. Os portes espirituais são diversos, porque diversas são as suas dinâmicas de vida.

Nunca somos iguais no que aprendemos ou despertamos. Há sempre diferença no aprendizado e na aquisição das experiências. No fundo, somos todos idênticos, mas, na expressão de conhecimentos, temos diferenciações inúmeras, que nos colocam em posições diferentes uns dos outros. Temos uniformidade de princípios, mas não estabilidade semelhante. Essa é a grandeza da criação: é na desigualdade que encontramos quem nos ensina e quem aprende connosco; e nessa troca de experiências Deus opera, infundindo-nos o amor e a sabedoria imortal.

A uniformidade faz parte da harmonia que tanto desejamos; no entanto, nada no mundo tem uniformidade perfeita; há sempre diferenças, mesmo que sejam pequenas, e talvez seja isso que dá o encanto em toda a extensão do infinito; tudo o que nos parece ser igual, verdadeiramente não o é, assim como não existe na acepção da palavra a linha recta, pois, por mais recta que seja, ela evidencia sinuosidades.

Analisemos, pois por muito que pareçam, não são todas iguais; ao contrário, todas são diferentes umas das outras. Assim as árvores, as pedras, os animais, como e certamente os homens. Mesmo as palavras que pronunciamos, em qualquer faixa de vida, apresentam desigualdades; se por ventura pronunciarmos uma só palavra do berço ao túmulo, nunca falaremos duas delas iguaizinhas: há sempre modificações em toda a sua estrutura, da fonação da voz às vibrações do éter.

Importante lembrar que no campo das posições materiais nunca seremos também iguais; não obstante, queremos sempre ser iguais aos que têm muitas posses, e nunca nos igualar aos que nada possuem.

Trabalhar para igualar pode ser instigação da avareza, ou então, a subjugação da inveja. Porém, devemos esforçar-nos todos os dias para copiar as virtudes dos grandes personagens da História, lembrando sempre de conferir todas elas, com as que Jesus ensinou.

Trabalhemos para a conquista de todo o bem que possa haver, sem pretensão de nos igualar a alguém, por vaidade. Vamos ser o que somos, mas sempre nos esforçando para sermos melhores, sem menosprezarmos quem viaja connosco no caminho.

Cultivemos a obediência, porque sempre temos superiores para obedecer, e a humildade para ensinar, sem humilhar ninguém.

(De: "SABEDORIA - a lei de Deus no pensamento dos homens", de João Nunes Maia, pelo Espírito Maria Nunes)

RECURSOS

"...Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza, porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui." – JESUS. (Lucas, 12:15.)

Frequentemente, quando nos referimos à propriedade, recordamos, de imediato, posses e haveres de expressão material e reconstituímos na lembrança a imagem dos nossos amigos que carregam compromissos, com a fortuna terrestre, como se eles fossem os únicos responsáveis pelo equilíbrio do mundo. Entretanto, assim agindo, escorregamos inconscientemente para a fuga de nossos próprios deveres, sem que isso nos isente das obrigações assumidas.

Simbolicamente, todos retemos capitais a movimentar, uma vez que, em cada estância regeneradora ou evolutiva em que nos encontremos, somos acompanhados por valiosos créditos de tempo, através dos quais a Divina Providência nos considera iguais pela necessidade e, simultaneamente, nos diferencia uns dos outros pela aplicação individual que fazemos deles.

Somos todos, desse modo, convocados não apenas a empregar dinheiro, mas também saúde, condição, profissão, habilidade, entendimento, cultura, relações e possibilidades outras de que sejamos detentores, em favor dos outros, porquanto pelas nossas próprias acções somos valorizados ou depreciados, enriquecidos ou podados nos nossos recursos pela Contabilidade da Eterna Justiça.

Permaneçamos, assim, atentos às menores oportunidades de ajudar que se nos ofereçam, na experiência quotidiana, aproveitando-as, quanto possível, porque, se as nossas reservas de tempo estão sendo realmente depositadas no Fundo de Serviço ao Próximo, no Banco da Vida, a Carteira do Suprimento Espontâneo enviar-nos-á, estejamos onde estivermos, os dividendos de auxílio e felicidade a que tenhamos direito, sem que haja, de nossa parte, nem mesmo a preocupação de sacar.

In: “CEIFA DE LUZ” (Médium: Francisco Cândido Xavier/Espírito: Emmanuel)