sábado, julho 21, 2007

AMOR FRATERNO!...

AMOR FRATERNO

O rei Salomão foi um rei judeu considerado dos mais sábios. Durante o seu reinado, viveram em Sião dois irmãos que eram agricultores e semeavam trigo.


Quando chegou a época da colheita, cada um foi colher o trigo no seu campo.

Uma noite, o irmão mais velho juntou vários feixes da sua colheita e levou-os para o campo do irmão mais novo, pensando:

“Meu irmão tem sete filhos. São muitas bocas para alimentar. É justo que eu lhe dê uma parte do que consegui."

Contudo, o irmão mais novo também foi para o campo, juntou vários feixes do seu próprio trigo, carregou até ao campo do irmão mais velho, dizendo para si mesmo:

"Meu irmão é sozinho, não tem quem o auxilie na colheita. É bom que eu divida uma parte do meu trigo com ele."

Quando se ergueram ambos, pela manhã, e foram para o campo, ficaram muito admirados de encontrar exactamente a mesma quantidade de trigo do dia anterior.

Chegada a noite seguinte, cada um teve o mesmo gesto de gentileza com o outro.

Novamente, ao acordarem, encontraram os seus stocks intactos.

Foi na terceira noite, no entanto, que eles se encontraram no meio do caminho, cada qual carregando para o campo do outro um feixe de trigo.

Abraçaram-se com força, derramaram muitas lágrimas de alegria pela bondade que os unia.

A lenda conta que o rei Salomão, ao tomar conhecimento daquele amor fraterno, construiu o Templo de Israel naquele lugar da fraternidade. O amor fraterno é um dos exercícios para se alcançar a excelsitude do verdadeiro amor.

Nós, que nascemos na mesma família, como irmãos de sangue, somos, as mais das vezes, Espíritos que já nos conhecemos anteriormente em outras existências.

É isso que explica os laços do afecto que nos une. Embora ocorram casos em que os irmãos se detestem, chegando mesmo ao ponto de se destruírem mutuamente, comove observar como tantos outros se amam e se auxiliam.

Percebe-se, pela sua forma de agir, que nasceram para se ampararem mutuamente e alcançar objectivos altruístas.

É comovente observar como Deus dispõe os seres, a fim de exercitarem o amor.

Lembramos de uma família na qual o segundo filho é portador de enfermidade que o impossibilita, desde os verdes anos da infância, tenha uma vida dentro dos parâmetros considerados normais.

Necessitará de amparo constante, pois, mesmo as suas refeições não conseguirá fazer sozinho.

O outro irmão, extremamente dedicado, sempre pronto para atender, dirá frequentemente: "Eu ajudo"!

Amor fraterno. Felizes os que aproveitam a oportunidade do exercício e estabelecem pontes eternas do seu para o outro coração.

Sabia?

... Que as nossas famílias são planeadas por nós antes de renascermos?

E que nesse planeamento são levados em conta todos os nossos contactos anteriores?

Isto explica, sem sombra de dúvidas, as simpatias e antipatias que, desde o berço, envolvem os que se reúnem na mesma família.

Redacção do Momento Espírita com base em lenda judaica.

http://www.momento.com.br/

segunda-feira, julho 16, 2007

TEMOS JESUS

TEMOS JESUS

Desaba o Velho Mundo em treva densa
E a guerra, como lobo carniceiro,
Ameaça a verdade e humilha a crença,
Nas torturas de um novo cativeiro.

Mas vós, no turbilhão da sombra imensa,
Tendes convosco o Excelso Companheiro,
Que ama o trabalho e esquece a recompensa
No serviço do bem ao mundo inteiro.

Eis que a Terra tem crimes e tiranos,
Ambições, desvarios, desenganos,
Asperezas dos homens da caverna;

Mas vós tendes Jesus em cada dia.
Trabalhemos na dor ou na alegria,
Na conquista de luz da Vida Eterna.


ABEL GOMES

In PARNASO DE ALÉM-TÚMULO (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

quinta-feira, julho 12, 2007

A PONTE DE LUZ...

A PONTE DE LUZ

Terminara Jesus a prédica no monte.
Nisso, o apóstolo Pedro aproxima-se
E diz-lhe: "Senhor, existe alguma ponte
Que nos conduza ao Alto, ao Céu que brilha muito acima?
Conforme ouvi de tua própria voz,
Sei que o Reino do Amor está dentro de nós...
Mas deve haver, no Além, o País da Beleza,
Mais sublime que o Sol, em fulgor e grandeza...
Onde essa ligação, Senhor, esse divino acesso?

Jesus silenciou, como entrando em recesso
Da palavra de luz que lhe fluía a jorro...
Circunvagou o olhar pelas pedras do morro
E, depois de comprida reflexão,
Falou ao companheiro: – "Ouve, Simão,
Em verdade, essa ponte que imaginas
Existe para a Vida Soberana,
Mas temos de atingi-la por estrada
Que não é bem a antiga estrada humana."

– "Como será, Senhor, esse caminho?"
Tornou Simão a perguntar.
E Jesus respondeu sem hesitar:
– "Coração que a escolha, às vezes, vai sozinho,
E quase que não tem
Senão renúncia e dor, solidão e amargura...
E conquanto pratique e viva a lei do bem,
Sofre o assédio do mal que o vergasta e procura
Reduzi-lo à penúria e ao desfalecimento.
Quem busca nesta vida transitória,
Essa ponte de luz para a eterna vitória
Conhecerá, de perto, o sofrimento
E há de saber amar aos próprios inimigos,
Não contará percalços nem perigos
Para servir aos semelhantes,
Viverá para o bem a todos os instantes
E mesmo quando o mal pareça o vencedor,
Confiando-se a Deus, doará mais amor...
E ainda que a morte, Pedro, se lhe imponha,
Na injustiça ferindo-lhe a vergonha,
Aceitará pedradas sem ferir,
Desculpará injúria e humilhação
Se deseja elevar o coração
À ponte para o Reino do Porvir..."

Alguns dias depois, o Cristo flagelado,
Entregue à própria sorte
Encontrava na cruz o impacto da morte,
Silencioso, sozinho, desprezado...

Terminada que foi a gritaria
Da multidão feroz naquele dia,
Ante o Céu anunciando aguaceiro violento,
Pedro foi ao Calvário, aflito e atento,
Envergando disfarce...
Queria ver o Mestre, aproximou-se
Para sentir-lhe o extremo desconforto...

Simão chorou ao ver o Amigo morto.

E ao fitá-lo, magoado, longamente
Ele ouviu, de repente,
Uma voz a falar-lhe das Alturas:
– "Pedro, segue, não temas, crê somente!...
Recorda os pensamentos teus e meus...
Esta cruz que me arrasa e me flagela
É a ponte que sonhavas, alta e bela,
Para o Reino de Deus."

Maria Dolores

In: “A VIDA CONTA” (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

quarta-feira, julho 11, 2007

NOSSA PRECE!


NOSSA PRECE

Ampara-nos Senhor,
Este repouso de amor
Em que a paz nos descansa
Porto, refúgio, lar,
Em que podemos cultivar
As bênçãos da esperança.

Perante a caridade por dever,
Faz-nos perceber
Que nesta casa em que nos aconchegas,
A todos nos entregas
A bendita oficina
Que nos renove a fé na Bondade Divina.

De rotina em rotina
E surpresa em surpresa,
Deixa-nos discernir
Que, contemplando a própria Natureza,
Da rocha mais hostil ao solo mais fecundo,
Tudo é auxílio na lei
Se se atende na estrada ao lema de servir.

Tudo é auxílio na lei
Do firmamento ao chão...
Serve o Sol, serve o mar sem derramar-se em vão,
O tronco não devora os frutos que oferece,
A fonte ajuda e passa em sussurros de prece,
O vento ampara a flor, a flor perfuma a vida,
Faz-se pão e celeiro a semente esquecida...

Ajuda-nos, Senhor a repartir o bem
Sem traçar condições, sem perguntar a quem...

Aspiramos a ser contigo, dia a dia,
Bálsamo, reconforto, união, alegria,
Agasalho do templo e coração da escola,
O prato que alimenta e o verbo que consola...

Concede-nos o dom de cooperar contigo,
Trabalhar e seguir pelo teu braço amigo.
Tanto à luz do porvir quanto na luz de agora,
Faz, por fim, Senhor,
Que a nossa casa seja, hora por hora,
Um caminho de fé para o Reino do Amor.

MARIA DOLORES

In ENCONTRO DE PAZ (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

terça-feira, julho 10, 2007

ARCANJO LÚCIFER...

Canalização do Arcanjo Lúcifer
Por Vitorino de Sousa

- A Negatividade, o Mal e o Medo – No encerramento do seminário "Co-criação."
Lisboa, Portugal – 17 de Setembro de 2006 .~

Queridos companheiros de jornada:
Foi bem evidente a intenção da maioria dos presentes
concentrarem as suas cocriações, as suas intenções, à volta do tema da paz e da serenidade...

Outras co-criações pretendiam estreitar os laços com este lado do véu. Enfim, houve um leque bastante variado de intenções, todas elas puras, todas elas licitas, todas elas manifestadas de acordo com o contexto vivencial que cada um está a experimentar, nesta altura na sua vida terrena.

O que talvez não se tenham apercebido é que na raiz do trabalho que há fazer para vos proporcionar a manifestação da co-criação que manifestaram, está algo de muito mais profundo.

Algo que, se eu denunciar o que é, vocês percebem imediatamente quem vos está a falar.

Alguns poderão comentar que o tema que abordo é sempre o mesmo, mas a verdade é que, no contexto da minha função, não me posso afastar muito. Não porque esteja confinado, mas porque a natureza dessa missão abrange todo o espaço ocupado pela Humanidade no seu caminho ascensional. Poder-se-ia dizer que a esmagadora maioria dos seres humanos,
inclusivamente aqueles que já se auto-intitulam Trabalhadores da Luz, estão dentro desse
território. E, embora nenhuma das vossas co-criações tenha incidido sobre esse tema, ele está
subjacente a todas as co-criações que fizeram. Esse tema está sob a minha jurisdição. Portanto,
não posso deixar de falar nele, sendo que não resta muito espaço para falar de outra coisa.
Estou-vos a falar do mal… e com isto me denuncio!

Mas acabei de vos dizer que esse tema, não a coisa em si, está sob a minha jurisdição.

Eu não sou o Senhor do Mal; sou aquele cuja missão é contribuir para que ele seja irradicado
dos vossos sistemas. Se quiserem, eu sou o coordenador de todas as “equipas” que trabalham,
junto de vocês, com essa intenção. Portanto, atrevo-me a dizer que, se quiserem, eu sou o Senhor da Eliminação do Mal... quer gostem, quer não! Posso garantir-vos que esse trabalho,
embora possa estar nos antípodas das vossas percepções, é o mais importante a que possam
dedicar-se ou estarem receptivos. Isto já foi dito e redito de várias maneiras. Mas venho aqui
reiterar por ser verdade.

O que é que vos rouba a paz que tantos co-criaram? O que é que vos rouba a abundância que outros co-criaram? O que é que vos rouba a capacidade de interagirem, de forma mais estreita, com este lado do véu, como outros, ainda, co-criaram? É o conceito de negatividade que têm implantando nos vossos sistemas! Esse é o terreno comum a todos os vossos problemas... se virem com atenção. E é porque a vossa vida e a vossa expressão fora desse plan (tridimensional) decorre de uma maneira totalmente distinta e muito mais aprazível, porque estão livres essa programação negativa, que possuem no estado de encarnado à superfície do planeta. Portanto, não será exagero dizer que essa é a fonte de todos os vossos problemas. Que assim seja não é de admirar.

Foi sugerido, a cada um dos participantes no seminário, que escrevessem as suas co-criações numa folha de papel. Mais tarde, cada um dos que aceitou a sugestão, declarou-a em voz alta.

O que já não está totalmente sintonizado é vocês não reconhecerem que essa é a vossa verdadeira natureza genética e que, portanto, não podem evitar tomar opções baseadas na negatividade. Quero eu dizer que os remorsos e os complexos de culpa, gerados por essas acções, não fazem sentido. Se vocês se aceitassem, amorosamente, tal como são, reconhecendo que a programação genética é meramente circunstancial e não faz parte da vossa essência, decerto viveriam muito mais tranquilos em relação à fase transitória em que estão.

Então como coordenador, digamos assim, das “equipas de intervenção” junto da vossa matriz genética, venho apenas afirmar-vos que assim será feito em função dos vossos pedidos.
Aqueles que vierem a beneficiar, mais ou menos rapidamente, das suas co-criações, não será
porque o trabalho foi feito sobre o aumento da paz, ou o estreitamento com este lado do véu
ou sobre a abundância, mas sim porque a negatividade foi retirada.

Era isto que eu queria que ficasse bem claro.

A vossa paz é a consequência da eliminação da negatividade e, portanto, do medo e, portanto, da noção do mal.

Se eu tivesse o ego que vocês dizem que tenho, certamente me sentiria vaidoso por saber que
estou na ponta da lança da vossa autotransformação. No entanto, por muito que isso vos possa
desiludir, não é o que ocorre. Não deixo de reconhecer, porém, a importância fundamental deste tipo de trabalho. Se assim não fosse, não teria criado as condições para que esta comunicação ocorresse. Não vos diria dizer algo que eu não sentisse que é importante, ou que é verdade, pelo menos para mim. Mas eu não tenho, apesar de tudo, verdades pessoais. Eu sou uma parte do Todo e, portanto, a minha verdade é a verdade que vigora no mundo angélico... para utilizar esta palavra que vocês reconhecem.

Então, podem ficar descansados que as vossas co-criações foram ouvidas, e cada um receberá os ajustes necessários, para que, dentro de um prazo razoável, que pode variar de pessoa para pessoa, comecem a sentir inequivocamente os efeitos da declaração que acabaram de fazer. Os que leram a sua co-criação têm um papel com ela escrita, pelo que poderão pôr-lhe a data para não se esquecerem do que disseram e do que estão a ouvir. Então, quando as vossas co-criações começarem a manifestar-se, saberão, claramente, onde e quando o processo se iniciou... e quem vos garantiu que ele iria produzir-se sem, contudo, falar de prazos. E quaisquer outros que venham a ler ou a ouvir estas palavras e que, eventualmente, tenham feito as suas próprias co-criações fora do contexto desta hora, nesta sala, saibam que o que foi dito aqui por mim, aqui, é válido também para eles... porque eles não são seres humanos diferentes daqueles que estão nesta sala. Logo, isto é válido para todos. Podem co-criar o que quiserem, que a minha área de trabalho terá de ser tocada, pois, como já foi dito várias vezes:

Vocês não ascenderão sem eliminarem o arquétipo do mal dos vossos registos.

Se acham que fui eu que o implantei em vocês, agora, amorosamente, estou aqui a colaborar na sua remoção… embora não seja responsável por isso. Talvez assim vos ajude a limpar a minha imagem dentro de vocês... que é o mais importante. Podem gostar ou não do meu nome; isso pouco importa. Podem sentir um frémito maior ou menor perante essa palavra.

Seja como for que reajam a ela e ao meu nome, fiquem sabendo que é um processo que está dentro dos vossos sistemas que nada tem a ver com este lado do véu! Eu diria que vocês fizeram a festa, deitaram os foguetes e apanharam as canas! Escreveram um script, representaram a peça, sentaram-se na plateia a ver e, no fim, aplaudiram. Depois, transferiram a responsabilidade para quem não faz parte do sistema!

Foi uma forma de aliviarem a consciência, dizendo que serviam a um Deus maior e ainda por cima vermelho. Poderiam ter assumido a responsabilidade pelas vossas criações, negativas, mas, como bons humanos subdesenvolvidos, criaram um bode expiatório. E não encontraram outro nome mais interessante do que o meu! No entanto, muitos colaboraram comigo e, agora, assustam-se quando me ouvem. Mas eu conheço bem os Humanos e sei que eles não poderiam reagir de outra forma, pelo menos, nalguns casos. Por isso, não há juízos de valor, como sempre, nem críticas, nem condenações. Antes pelo contrário, há a facilitação das condições para que tudo isso seja desvanecido dos vossos complexos mentais.

Há uma pessoa presente que desconfia das canalizações. Não poderia ter feito melhor estreia! Ausculte o seu coração. Auscultem, todos, o vosso coração e vejam se realmente ele está perturbado com o que se está a passar aqui. Talvez as vossas personalidades e as vossas mentes estejam apreensivas, mas isso não tem nada a ver com o estado em que se encontra o vosso coração. E, se dão preferência ao estado em que está a vossa mente, em detrimento do estado em que se sente o vosso coração, talvez tenham que me ouvir mais vezes. Mas, para fazer essa inversão, não têm que me ouvir só a mim, têm que ouvir qualquer um dos meus pares, porque, cada vez que nos ouvem, cada vez que criam as condições para que nós nos manifestemos, é a mesma coisa que forçar os portões emperrados do vosso coração... Chiam, gemem... mas lá se vão abrindo!

Bom, não podem esperar que se abram, ou que se escancarem de um momento para o outro... E nós também sabemos que assim é. Se vocês soubessem que assim é, também contribuiria para desenvolverem a paciência em relação à velocidade e ao ritmo em que ocorre o vosso processo de autodesenvolvimento espiritual.

Então deixemo-nos de conversas e vamos ao trabalho!

Muito obrigado por terem mobilizado as minhas “equipas” com as vossas co-criações, e mantenham-se em silêncio por mais algum tempo.

Eu Sou o Arcanjo Lúcifer.

Transcrição de Patricia I.

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segunda-feira, maio 14, 2007

DEUS TE FAÇA FELIZ

Agradeço, alma irmã, todo o concurso
Com que me reconfortas e garantes,
Fazendo-me canal mesmo singelo
De assistência e de alívio aos semelhantes!...

O prato generoso que me deste
Não foi somente auxílio à penúria pungente,
Fez-se clarão iluminando anseios,
Felicidade para muita gente.

A roupa usada com que me brindaste,
Além da utilidade em que se aprova,
Transfigurou-se em bênção de esperança
A busca de serviço e vida nova.

O leve cobertor que me entregaste
Que parecia aos olhos simples pano,
Converteu-se em presença da fé viva
Entretecida de calor humano!...

Recursos vários que me ofereceste,
Muito mais que socorro à pessoa insegura,
Transformaram-se em festa de alegria
E retorno ao regaço da ventura.

Por tudo o que me dás em bondade e trabalho,
Repito-te no amor que a palavra não diz:
– "Pelo dom de servir nos bens com que me amparas,
Deus te guarde, alma irmã!... Deus te faça feliz!..."

MARIA DOLORES

In ENCONTRO DE PAZ (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

domingo, maio 06, 2007

CONCEITOS E ACÇÃO













Se dizem que a tua é uma luta inglória, porque abraçaste o labor da semeação evangélica no momento em que a astúcia e a agressividade campeiam a soldo do egoísmo e da violência, não lhes dês ouvidos e prossegue, tranquilo.

Se afirmam que os teus ideais ocultam as tuas frustrações e que as tuas dores são síndromas de alienação, porque aprendeste a agir pelo perdão quando outros reagem pelo ressentimento, não te inquietes, antes permanece intimorato.

Se apregoam os teus deslizes, em detrimento dos esforços que fazes para superá-los, apenas porque te recusas a compartir das horas frívolas e dissolventes, em face da tua vinculação com a fé, não te proponhas defesas, mantendo-te no dever.

Se insistem em espicaçar-te pela ironia ou ridicularizar-te mediante a felonia, porque não te surpreendem nos gravames com que te brindariam, já que abraçaste o compromisso da renovação espiritual, não te sintas molesto ou sensibilizado, avançando sem receio.

Se te injuriam o nome e te agridem a honorabilidade com suspeitas e propostas infelizes, em razão da robustez da tua perseverança, não te deixes abater, demorando-te no bem.

O seixo não se faz diamante se enaltecido a essa posição e a estrela fulgurante não se apaga se uma pedra atirada do lago que a reflecte parece despedaçá-la...

Na aduana das opiniões, o ónus que paga a mercadoria da verdade é sempre alto.

A leviandade, porque não se pode ou quer modificar, é estulta, porém transitória, mas o compromisso com o ideal do bem, apesar de áspero, é duradouro nos resultados.

Se abraças a cruz do serviço em nome do Cristo, reserva-te ao direito do testemunho.

Quem O segue, perde os interesses comuns e fixa-se nos objectivos d’Ele.

Ainda não há compreensão para quantos se afeiçoam à luz da verdade libertadora.

Seus pés caminham pelas estreitas sendas...

Muitos comentam seus aparentes triunfos — os que o mundo, enganosamente, pretende oferecer — porém as lágrimas nascidas nas fontes do silêncio passam desconhecidas.

Desejam a ascensão e o brilho enganoso dos acumes, no entanto, recusam-se a subir, passo a passo, mediante os esforços dos pés e brasas vivas.

A ressurreição produziu gáudio nos discípulos saudosos do Mestre, tanto quanto a crucificação lhes propiciara pavor.

Aquela, todavia, jamais ocorreria, sem esta última, que a desvela.

Desse modo, não desconsideres a luta, nem a prova, nem a renúncia.

Vinculado ao Evangelho, semeia a palavra de vida e vive na luz da esperança, até ao momento em que, findo o compromisso, te libertes da jornada exaustiva.

Até lá, insiste e ensina, persevera e luta, a sós, se necessário, porém, fiel até ao fim.

(De “Optimismo”, por: Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

quarta-feira, maio 02, 2007

ORAÇÃO

"Peço a Deus que nos ilumine a todos, à nossa família, aos nossos amigos, à nossa cidade, ao nosso País e aos nossos irmãos, para podermos trilhar um caminho de mais amor e de mais respeito pela Vida e pela Natureza.

Que a Terra e os homens reencontrem o seu equilíbrio, que se abandone o terrorismo, que sejam extintas todas as guerras, que todos os homens se consciencializem que somos todos irmãos, porque filhos do mesmo Pai, que é DEUS!

Senhor, que neste dia, Vos amemos mais e procuremos sempre fazer a Vossa divina vontade.

AMÉM”

segunda-feira, abril 30, 2007

SER JUSTO

Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos junto às portas do justo. Pv. 14:19.

Os maus inclinam-se diante dos bons por respeitarem a força do bem, mesmo que seja no silêncio da consciência.

Somente a evolução da alma é capaz de mostrar humildade, reconhecendo a superioridade dos que a possuem.

Ser justo é melhorar as condições do coração para a entrada da paz.

O justo é dotado de coragem indomável; não teme o maior inimigo do caminho que é a ignorância, porque já a venceram em si mesmo.

O perverso não é capaz de encarar face a face o homem de bem; é a inferioridade que o faz abaixar a cabeça e a vergonha fá-lo impaciente junto ao ser honrado.

Querer ser justo é uma coisa e ser justo é outra bem diferente. Há uma distância imensurável entre uma atitude e uma vivência, no entanto, a força de vontade pode-te levar de uma a outra em pouco tempo, pela educação e a disciplina que deves aceitar.

Lembra-te de Deus todos os dias e pede, pela oração, à Sua magnânima assistência, que os Seus agentes de luz te dêem, com a tua assistência e recepção, os meios de conquistar os maiores valores que te levam à felicidade.

Qualquer um reconhece a superioridade do homem de bem sem ser preciso ter escolaridade para esta verificação. Já nascemos com o sentido de compreensão desenvolvido, do certo e do errado. Quem contraria essa inspiração divina, na atmosfera humana, enerva-se a si mesmo.

O Espírito puro continua na sua pureza sem se modificar pela negação do inconsequente.Sê grato pelo que recebes dos bons; é provável que a tua sensibilidade não registe a caridade que eles te fazem, no entanto, a bondade desses seres irradia amor para todos.

Os justos são sóis de Deus nos umbrais da Terra. São luzes da luz maior.

De “Gotas de Ouro”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

sexta-feira, abril 27, 2007

CONCLUSÃO DA VIDA















Diante dos problemas e obstáculos do quotidiano,
convém estabelecer, de quando em quando pelo menos, ligeira pausa para pensar, de maneira a observarmos o rendimento das horas que a vida nos atribui, no território do tempo.

E se no curso de nossas reflexões ponderarmos:
No montante das bênçãos que temos recebido;
Nas vantagens que usufruímos em confronto com as lutas e contratempos que assinalam milhares de irmãos na retaguarda;
Nos resultados contraproducentes da irritação;
No carácter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume;
No lado escuro das reclamações;
No peso morto das aflições sem proveito;
Nas calamidades da violência;
Nos prejuízos do desânimo;
Nas lições que podemos extrair das provas dignamente atravessadas;
Na importância da indulgência;
Nos donativos de calma e bondade que os outros aguardam de nós, a fim de consolidarem a própria segurança;
No poder da gentileza para construir a benemerência e o respeito em torno de nossa vida;
No alto significado da compreensão e da tolerância que decidamos a exercitar em benefício de nós mesmos;
E nos testemunhos de amor e cooperação de que somos capazes para contribuir com os Mensageiros do Cristo na preservação da paz e do bem sobre a Terra;
Decerto que, acima de quaisquer desgostos e insucessos, saberíamos colocar a luz da esperança com o privilégio do trabalho, sem nos afastarmos da paciência, hora alguma.

EMMANUEL

In ENCONTRO DE PAZ (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

quinta-feira, abril 26, 2007

CANTIGAS DAS PALAVRAS

Quando escutes na estrada, alma querida e boa.
A palavra que fira,
Recordando a pedrada que se atira
Quando alguém se conturba e amaldiçoa,
Coloca-te em lugar da pessoa acusada
E, se na luz da fé que te inspira e sustém
Nada possas fazer, não digas nada,
Nem censures ninguém.

Pelo caminhos do quotidiano,
Quem se afeiçoa à queixa renitente
É igual a nós: um coração humano,
Às vezes enganado, outras vezes doente!...
Muita afeição que cai ou se arroja, de todo,
No azedume infeliz,
Não sabe que remexe uma furna de lodo,
Nem pondera o que diz...

Injúria, humilhação, sarcasmo, treva
Na comunicação verbal que te procura
São canais de mais dor, quando a dor se subleva
E cria delinquência, expiação, loucura!...
Ante as palavras rudes ou sombrias,
Considera, também, por outro lado,
De quanta compreensão precisarias
Se tivesses errado!...

Palavras de ferir, palavras de humilhar,
Mágoas de quem falhou, reclamações de alguém,
Violência, agressão, amargura, pesar,
Entrega tudo a Deus nas vibrações do bem!...
Nunca leves adiante a sombra que te prova;
Lembra a lição do Sol, sereno e superior,
Que, abrindo cada dia em luz de vida nova,
Tudo cobre de amor.

MARIA DOLORES

In ENCONTRO DE PAZ (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

segunda-feira, abril 09, 2007

SE TODOS PERDOASSEM...

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...

Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria em casa, onde todo o companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correcta a que se dirigem.

Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda a parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.

Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efectivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestido de lealdade, com menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.

Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida do Planeta, uma vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação de socorro aos mais fracos, não se verificando mais a corrida aos armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos.

Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.

Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra "ressentimento", para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.

Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hossanas, de pólo a pólo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.

Da obra: “Passos da Vida” - Francisco Cândido Xavier/Emmanuel

quinta-feira, março 29, 2007

VIVER É DOAR-SE...

Foto: Dr. Bezerra de Menezes
"Quando se compreende a vida, aprende-se a amar. Jesus, o Mestre do Amor, curou os doentes, libertou os fracos das garras do mal, iluminou os corações e perdoou aqueles que o não compreenderam.

Grandes homens têm passado pelo mundo sofrendo injustiças, perseguições, calúnias, mas revidaram a tudo com amor e sabedoria, porque compreenderam a vida.

Viver é mais do que satisfazer o mundo íntimo. É doar-se àqueles que necessitam de caridade; não da caridade que mata a fome e enaltece o orgulho, que é fácil de ser praticada, mas aquela que nos obriga a desfazer das imperfeições, sacrificando o egoísmo em prol das criaturas que dividem connosco a oportunidade reencarnatória.

A reforma íntima não se realiza sem o amor às criaturas imperfeitas. Jesus ensina-nos a amar indistintamente e a perdoar quantas vezes forem necessárias.

O ódio conduz-nos à maledicência e ao desamor, trazendo verdadeiras catástrofes às nossas vidas, dificultando os acertos.

Muitas pessoas perderam encarnações valiosas, pelo não exercício do amor junto daqueles que caminharam ao seu lado e que lhes serviam de instrumento ao aprimoramento pessoal.

Senhor, ensina-nos a trilhar o Teu caminho, conduz-nos ao bem, libertando-nos do mal, para que sejamos dignos de habitar para sempre a tua Seara".

Espírito: Jaime
Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto, SP

sexta-feira, março 23, 2007

MENSAGEM DA COMPAIXÃO!

Mensagem da compaixão

Se alguém te assalta o nome e a vida te alanceia,
Se a pancadas verbais te enlameia ou esbordoa,
Se alguém colado à treva ilaqueia e atraiçoa,
Compadece-te e olvida a prepotência alheia.

Se a galhofa te zurze e o ódio te guerreia,
Inflamando-te a senda e a intenção clara e boa,
Não te prendas ao mal! Ama, serve, abençoa!...
O desforço envenena, a mágoa desnorteia.

Se alguém te encharca em fel o peito opresso e pasmo.
A compressões de angústia e a golpes de sarcasmo,
Sê bálsamo do Céu na estrada onde transites!...

Nada te turve a paz do amor terno e profundo,
De passo a passo, trilha a trilha, mundo a mundo,
Deus é a bondade eterna e o perdão sem limites.

Carlos Bittencourt

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

quinta-feira, março 22, 2007

GLÓRIA AO BEM!















Glória ao Bem!

Embora a angústia que te rasga o peito,
Lacerando-te o ser, exausto e aflito,
Chagado crente de celeste rito,
Vive o culto do Amor, puro e perfeito.

Atormentado, exânime, proscrito,
Sob as flagelações do trilho estreito.
Ergue a flama sublime do Direito,
Alçando a fronte à glória do Infinito!...


Sacrifica-te e sofre, mas não temas.
Vence a aflição das últimas algemas,
Rompendo a ganga dos terrestres lastros!

E, ave fugindo aos cárceres medonhos,
Remontarás, além dos próprios sonhos,
No roteiro mirífico dos astros.

Cruz e Souza

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

quarta-feira, março 21, 2007

DEUS CONTA CONTIGO

Deus conta contigo

Ouço-te, às vezes, coração amigo,
Em torno ao bem, numa questão qualquer:
– «Farei... Conseguirei... Conta comigo...
Se Deus quiser, se Deus quiser...»

Mas não te alteres, a pretexto disso.
De segundo a segundo, estrada a estrada,
A Vontade de Deus é revelada
Em bondade e serviço.

Fita os quadros da gleba, campo afora;
Tudo o que existe, vibra, luta e sente,
Serve constantemente,
Dia-a-dia, hora a hora!...

De alvorada a alvorada, o Sol fecundo,
Sem aguardar requerimento,
Garante sem cessar o equilíbrio do mundo
De seu carro de luz no firmamento.

A fonte, a deslizar singela e boa,
Passa fazendo o bem,
Dessedenta, consola, alivia, abençoa
Sem perguntar a quem...

Sem recorrer a humanos estatutos,
Nem a filosofias enganosas,
A laranjeira estende os próprios frutos,
A roseira dá rosas...

O lírio não se ofende, nem reclama:
Sobre a terra onde alguém lhe deitou a raiz,
Seja em vaso de estufa ou num trato de lama,
Desabrocha feliz.

Assim no mundo, coração amigo,
Faz o bem onde for, seja a quem for;
Em toda parte, Deus conta contigo
Na tarefa do amor.


Maria Dolores

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

LÁGRIMAS















Quando a luta te deixe em plena estrada,
Qual tronco a sós, sem flores e sem frondes,
Na secreta renúncia a que te arrimas,
Bendita seja a lágrima que escondes!

Quando a amargura te converta a vida
Em rede estranha de sinistras horas,
Mesmo nas raias do suplício extremo,
Bendita seja a lágrima que choras!

Quando a prova te assalte os semelhantes
Na dor de sendas ásperas e incertas,
Na simpatia que te inflama o peito,
Bendita seja á lágrima que ofertas!

Quando, porém, caminhas na bondade
A que nobre e sereno te conjugas,
Muito acima das lágrimas que vertes,
Bendita seja a lágrima que enxugas!

Chico Xavier

segunda-feira, março 19, 2007

CARIDADE

Caridade

Hei-la que surge em segredo,
Onde a lágrima aparece;
É bálsamo, luz e prece,
Sobre as chagas da aflição...
É o anjo que acorda cedo
E abraça a Terra sombria,
Estendendo a melodia
Que nasce do coração.

Aqui, é a bênção da escola
Que fulge, expulsando a treva,
Na doce voz que se eleva,
Para ajudar e instruir.
Ali, é o pão que consola
Os filhos da desventura,
Além, é a fé clara e pura,
Que acena ao sol do porvir.

Agora, é a gota de leite,
Nos lábios da criancinha,
Que, esfarrapada, caminha,
Sem a carícia do lar...
Depois, é o sublime enfeite
Da palavra humilde e boa,
Da esperança que abençoa
A glória de renovar.

Nutre, socorre, agasalha,
Ampara, educa, ilumina...
É como estrela divina,
Que não se nega a ninguém.
Sabe fazer da migalha,
Que Nosso Senhor lhe envia,
O milagre da alegria,
Que espalha o calor do bem.

A desfazer-se em carinho,
Sustenta, acalma, levanta,
Por mão generosa e santa,
Que vence a miséria e o mal;
Onde ela passa, o caminho,
Inda mesmo em sombra e prova,
É sempre alvorada nova,
Em brilho celestial.


De onde vem? Quem sabe ao certo?
Isso é vã curiosidade.
É somente Caridade,
A irmã da Divina Luz.
Mas quem a busque de perto,
Sem azedume ou cansaço,
E, em tudo, lhe siga o passo
Alcança o amor de Jesus.

Irene S. Pinto

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)

domingo, março 18, 2007

QUEM AMA!

Quem Ama

Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-se para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual samaritano anónimo da parábola do Mestre, levanta os caídos da estrada, balsamiza-lhes as chagas, abraça-os fraternalmente e segue adiante...

Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli
Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Alexandre de Jesus.

quinta-feira, março 15, 2007

DEUS TE ABENÇOE

Deus te abençoe

Deus te abençoe o gesto de carinho,
Alma da caridade, branda e pura,
Pela migalha de ventura
Aos tristes do caminho.

Deus te abençoe a refeição sem nome
Que trazes, cada dia,
Aos cansados viajantes da agonia
Que esmorecem de fome.

Deus te abençoe a roupa restaurada
Com que vestes, contente,
A penosa nudez de tanta gente
Que vagueia na estrada...

Deus te abençoe a bolsa de esperança
Que abres, a sós, sem que ninguém te espreite,
Para a gota de leite
Destinada à criança...

Deus te abençoe o pano do lençol,
Com que envolves, em doce cobertura,
Os enfermos que choram de amargura,
À distância do sol.

Deus te abençoe, por onde fores,
E te conserve as luzes,
Em que extingues, removes ou reduzes,
Os problemas, as lágrimas e as dores!

Deus te abençoe a fala humilde e santa,
Com que aplacas a ira
Da calúnia, do escárnio, da mentira,
Na frase que perdoa e que levanta.

Caridade, que o teu nome ressoe,
Pleno de amor profundo,
E por tudo o que fazes neste mundo,
Deus te guarde e abençoe!...

Irene S. Pinto

In POETAS REDIVIVOS (Francisco Cândido Xavier/Diversos Espíritos)