Domingo, Novembro 22, 2009

OFERTA DE ESPERANÇA

Quando a tribulação te mostre a face
Por ferida pungente
Que viesse e ficasse,
Dentro de ti e em redor,
Não te permitas arrasar-te,
Recorda simplesmente
Que o Céu nos oferece, em qualquer parte,
Tão-somente o melhor।

***
Quando a prova te alcance,
Na crítica mordaz que te magoa,
Que teu sonho se apure, cresça e avance
Na direcção da Vida Superior;
Trabalha, serve e crê, eleva-te e perdoa,
Semeando alegria,
A relembrar que, em cada novo dia,
A vida é um cântico de amor.
***
Quando tudo, na senda, ao teu olhar,
Pareça desencanto, amargura e exaustão,
Não lamentes em vão,
Mesmo entre lágrimas, sorri!...
Ergue-te da tristeza e põe-te a trabalhar,
Que o trabalho te afasta as dores e os problemas...
Todos somos de Deus, segue e não temas,
Não olvides que Deus vela por ti.
***
Livro: "Seara de Fé"

Maria Dolores / Francisco Cândido Xavier

Domingo, Setembro 20, 2009

QUANDO ORARES

QUANDO ORARDES
“E, quando estiverdes orando, perdoai.” – Jesus. (Marcos, 11:25).
A sincera atitude da alma na prece não obedece aos movimentos mecânicos vulgares. Nas operações da luta comum, a criatura atende, invariavelmente, aos automatismos da experiência material que se modifica de maneira imperceptível, nos círculos do tempo; todavia, quando a alma se volta para os santuários divinos do plano superior, através da oração, põe-se a consciência em contacto com o sentido eterno e criador da vida íntima.
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Examine cada aprendiz as sensações que experimenta ao colocar-se na posição de rogativa ao Alto, compreendendo que se lhe torna indispensável a manutenção da paz interna, perante as criaturas e os quadros circunstanciais do caminho.
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A mente que ora permanece em movimentação na esfera invisível.
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As inteligências encarnadas, ainda mesmo quando se não conheçam entre si, na pauta das convenções sociais, comunicam-se através dos ténues fios do desejo manifestado na oração. Em tais instantes, que devemos consagrar exclusivamente à zona mais alta de nossa individualidade, expedimos mensagens, apelos, intenções, projectos e ansiedades que procuram objectivo adequado.
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É digno de lástima, todo aquele que se utiliza da oportunidade para dilatar a corrente do mal, consciente ou inconscientemente। É por este motivo que Jesus, compreendendo a carência de homens e mulheres isentos de culpa, lançou este expressivo programa de amor, em benefício de cada discípulo do Evangelho:

– “E, quando estiverdes orando, perdoai.”
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Emmanuel
"Pão Nosso"Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Ed.: FEB.

Domingo, Setembro 06, 2009

AMA E ESPERA

AMA E ESPERA

Emudece o teu pranto। Cala o grito
De revolta na dor que te encarcera,
Por mais negra, mais rude, mais sincera,
A mágoa estranha de teu peito aflito.
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Em toda a Terra há lágrimas e conflito,
Ruínas do mundo que se desespera...
Ama e sofre, trabalha e persevera
Na esperança de paz e de infinito.
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Peregrino do campo atormentado,
Rompe os elos e as trevas do passado,
Fita a luz do porvir resplandecente.
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Muito além do terrível sorvedouro,
Nas estradas liriais de acanto e louro,
O sol do amor refulge eternamente.
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Cruz e Souza
Psicografia em reunião pública, dia 4/9/1946, no Centro Espírita de Lavras, cidade de Lavras, Minas Gerais.
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(De “Através do Tempo”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos).

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

AMOR E CARIDADE

AMOR E CARIDADE

Sem o amor, a caridade desapareceria da vida, tanto quanto sem caridade o amor feneceria no mundo.
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O amor é meio.
A caridade é fim.
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O amor é combustível.
A caridade é luz.
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O amor é trigo.
A caridade é pão.
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O amor é bênção.
A caridade é vida.
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O amor ensina.
A caridade realiza.
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O amor propõe.
A caridade produz.
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Sem o amor de Deus, que tudo vitaliza, a caridade de Jesus para connosco não nos alcançaria.
Amor sempre.
Caridade sem cessar.
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Diante da impiedade e da delinquência, pergunta ao amor o que deves fazer; ele te induzirá à acção da caridade.
Sob injunções ingratas e dores que acreditas não merecer, propõe ao amor como te deves conduzir; ouvirás a sua palavra incentivando-te à caridade da paciência.
Sofrendo incompreensão e dificuldade nas lutas rudes que te maceram interiormente, inquire ao amor qual a solução; sentirás o impulso da caridade a iluminar-te os sentimentos.
Perseguido ou malquerido, sob açoites externos ou crucificado em traves invisíveis, ausculta o amor e produz na caridade.
O amor abrir-te-á sempre as portas da paz, enquanto a caridade te levará pelas mãos ao termo da batalha redentora.
Nunca te situes longe do amor; jamais te apartes da caridade.
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Na cruz ignominiosa, o Senhor, sem culpa nem mácula, prosseguiu amando, e porque se recordasse de Judas, afligido pelos remorsos insanos, rogou a Deus perdão para ele e todos nós em luminosa lição de imorredoura caridade, permanecendo até hoje a trabalhar pela nossa felicidade.

(De “Optimismo”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis).

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

NOSSOS ROTEIROS


Foto: Joanna de Ângelis

Nossos Roteiros

O caminho a percorrer é longo, às vezes assinalado pela urze ou entulhado por calhaus.

Todavia, o roteiro é igual para todos, porque ninguém existe que seja considerado excepção.

Aqueles que encontram menos dificuldades fazem jus às circunstâncias, em razão do seu comportamento em reencarnações passadas.

Os mais atribulados, da mesma forma, procedem de seus actos infelizes.

Deste modo, ganha a distância evolutiva, passo a passo, e alegra-te com o destino feliz que te aguarda e que alcançarás.

Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco

Quarta-feira, Julho 22, 2009

A PAZ!

A PAZ

O mais perfeito acto do homem é a paz.

E por ser tão completo - tão cheio em si mesmo é o mais difícil.

O mais difícil acto do homem é a paz.

E sua exteriorização aparente – sua gratuidade chocam.

A paz tem de ser adquirida naturalmente.

Por sobrevivência e deformação o homem caminha pelo conflito.

Constróio conflito e engrandece-se a cada minuto de falsa vitória.

A paz para ser adquirida depende apenas do próprio homem.

De seu ser integrado – realmente – no mundo e caminhos que lhe são dados a viver.

A paz individual é um acto universal.

Antagónico e duro com os tempos que vivemos; os tempos do homem imperfeito.

A paz é espiritual e física.

E só a compreensão da própria deformação existencial; da guerra; poderá dar seu sentido e dimensão.

É um acto criativo – único.

Que tem de ser adquirido e resguardado.

Que tem de ser acrescido e ampliado.

Que tem de ser tão natural que não ofenda, tão solitário que não interfira na liberdade, tão puro que não precise ser explicado.

A paz é acto nobre.

Não depende de nada – nem do tempo –nem dos compromissos – nem da própria vida.

É um gesto tão nobre, tão livre que depende apenas e exclusivamente da vontade.

A paz não é um acto estático.

É basicamente movimento e força.

É um processo contínuo de descoberta individual, a paz é acto corajoso.

Não impõe retribuição nem diferenças.

É válido tanto para a criança como para o adulto – é um acto da própria natureza – sublimada, levada avante com cuidado e coragem.

A paz como acto completo independe de quem a proponha ou defenda.

A paz é fantástica –dimensional e formal, material e espiritual, conceitual e aberta – resultado daquilo que a natureza nos propõe gratuitamente.

A paz exige cuidado, é abstracta do tempo, dá a sensação permanente de conquista e vitória.

É o único bem intransferível e contínuo.

É o único crescimento válido.

É a única forma de criação.

A paz é tão completa, tão perfeita,

Tão necessária que quando atingida, dá-nos uma dimensão cósmica, coloca-nos em frente à única verdade, que, da geração à morte, em paz, o ser humano é só.

GHANDI

INVOCAÇÃO DA LUZ!

INVOCAÇÃO DA LUZ


Eu vivo dentro da Luz!


Eu amo dentro da Luz!


Eu rio dentro da Luz!


EU SOU sustentado e alimentado pela Luz!


Eu sirvo com alegria a Luz!


Pois EU SOU a Luz!


EU SOU a Luz!


EU SOU a Luz!


EU SOU, EU SOU, EU SOU!

Sábado, Julho 11, 2009

DESEQUILÍBRIOS

DESEQUILÍBRIOS

O início das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que, por vezes, não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta.
Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada, principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis mas que, em muitas ocasiões, deslocam-se no rumo de ásperas consequências.
Desconfiança.
Dúvida.
Irritação.
Desânimo.
Ressentimento.
Impulsividade.
Invigilância.
Amargura.
Tristeza sem nexo.
Grito de cólera.
Discussão sem proveito.
Conversa vã.
Visita inútil.
Distracção sem propósito.
Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida.
No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de fome, não é o pão que procura a boca.

Albino Teixeira (Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Do livro “Ideal Espírita"- Edição CEC)
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