sábado, janeiro 14, 2006

A FAMÍLIA

(Adaptei ao Português de Portugal)

Tremenda surpresa ocorre na nossa mente no momento da morte.

A despeito de nossas próprias opiniões anteriores, continuamos vivos.
O corpo retorna ao reino inorgânico, sujeito que está à mutação universal, enquanto reconhecemos que a morte é renascimento.
A forma física dissolve-se, mas a alma é a mesma.
O espírito levanta-se do cérebro abandonado, tornando-se um novo ser.
Durante essa transformação, as sensações físicas chamam-nos de volta, mas, enquanto isso acontece, a consciência desperta.
Temos de rever as nossas contas.
Muitas vezes, deparamos com inúmeros débitos que têm de ser pagos.
Nem sempre damos conta dos nossos enganos, mas a lei Cármica sabe de tudo e, esses débitos são transportados para a existência seguinte: por sua causa, voltamos ao mundo físico em novo nascimento.
Geralmente, nascemos outra vez entre aqueles que são nossos inimigos de vidas passadas, a fim de os enfrentar, no amor, superando essas antigas ofensas.

Às vezes, ressurgem-nos no lar sob diferentes formas e os chamamos de pai ou mãe, filho ou filha, marido ou mulher, amigos ou vizinhos.
Ninguém entra na nossa vida, seja a que nível for, sem ter uma sólida razão para entrar!
A possibilidade do reequilíbrio é, assim, restaurada.

A prática do amor abre as portas da compreensão.
Se erros foram cometidos ontem, preciso se torna corrigi-los hoje.
A reencarnação traz esclarecimentos acerca das aversões e das súbitas hostilidades nos círculos familiares que, aparentemente, não têm sentido.

Por essa razão, temos no nosso lar terreno uma escola de redenção, na qual o sofrimento atinge sua finalidade.
Vencemo-lo pela resignação, não contraindo novas dívidas!
Os obstáculos, numa família, podem ser a maneira pela qual o amor encaminha a uma existência melhor, pois paciência gera força.
Não chega haver disciplina numa família, o lar exige que nos tornemos altruístas e tenhamos consideração pelos outros membros, pois cá se fazem, cá se pagam!

Tudo isto não pode ser alcançado com promessas e ostentações.
Essa conquista é realizada no silêncio da alma, no seu ensejo de assegurar a felicidade aos seus próprios parentes.
Esteja, pois, atento à caridade no seu próprio lar.

Faça bom uso das vantagens do momento que passa.
Quase sempre se encontra numa família com a finalidade de trabalhar pela sua própria purificação.
Não a retarde, pois terá de prestar contas à vida.
A oportunidade está, mais uma vez, ao seu alcance.
Procure amar e esquecer no lar, mais e mais; se já estiver a fazer isso, pode dizer: Venci!

In: “ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS” (Obra recebida por: Waldo Vieira, ditada pelo Espírito de: Anderson)

4 comentários:

Marta disse...

Achei muito interessante o seu artigo e atrevia-me a fazer-lhe uma pergunta, que é a seguinte:

A doutrina que professa é a favor ou contra a cremação.

Outro dia ouvi dizer que o espirito poderá sofrer com a cremação. Será assim?

Obrigada,

Guerreiro da Luz disse...

Olá Marta!

A cremação de cadáver humano é uma criação do Homem, muito utilizada nas culturas orientais, como será o hábito de se depositar os restos mortais de ente-queridos em urna de chumbo, em jazigo de Família.

Para o Espírito desencarnante, se estiver devidamente evoluido e for sabedor do que se passa consigo nesse momento, ao acordar no seu plano espiritual, de nada lhe importa ser sepultado em campa de terra raza, como ser cremado, pois que, em verdade, já não habita o instrumento físico que utilizou durante sua última encarnação, que acaba de findar.

Para o físico, contudo, tendo em consideração que, por vezes, a morte ainda não se verificou como aparenta, é que pode haver graves problemas, problemas que importa acautelar.

Por esta razão, aconselham os Espíritos de Luz ou Espíritos Guias que se deve guardar um certo tempo nunca inferior a 72 horas, entre a morte declarada e a cremação.

Porém... ser depositado em campa de terra raza será, digamos, o mais natural...

Com votos de Paz e na Grande Fraternidade, sou,

Guerreiro da Luz

Guerreiro da Luz disse...

Em Tempo:

Se um Espírito (Alma desencarnante), qualquer que ele seja, não possuir evolução e conhecimento espiritual bastantes, sofre e muito com tudo o que se passa com o seu corpo físico, ao qual se acha ainda ligado e do qual, por tal razão, dificilmente se separa. Aí, as coisas, por manifesta ignorância, complicam-se... seguramente!

Muitos sofrem, 'a bom sofrer' com todo o processo de sua desintegração e integração na Mãe-Natureza!

Abraços de Paz!

Guerreiro da Luz

Marta disse...

Muito obrigada pela explicação.
Um abraço,