segunda-feira, agosto 29, 2005

Pagar Dívidas de Outras Vidas! Que é isso?

Uma pessoa participante do site SOMOSTODOSUM me escreveu falando sobre vidas e encontros que ela classifica como sendo contas que temos de pagar.

Ela conheceu um homem, não dava certo o relacionamento, entraram em acordo e cada um seguiu seu caminho.

No entanto, de quando em quando seus caminhos se cruzam, inexplicavelmente.

E isso atormenta o cérebro e o coração desta amiga.

Permito-me dizer amiga, porque no STUM somos todos amigos, fazemos parte de uma agremiação espiritual cuja meta é trocar informações e apoio.

Fiquei pensando no que ela me disse e me veio à mente a lembrança de um caso recente, que me leva a pensar que há encontros e vidas que acontecem para que possamos “pagar” um tempo ou uma situação que deixamos pendente no passado.

Dia desses, eu estava no Instituto antes de realizar uma vivência, quando surgiu uma mulher.

Chegou como que procurando alguém para conversar.

Como eu dispunha de tempo, resolvi conversar com ela. Perdera o filho uma semana antes, aos 24 anos. Ele sempre dizia a ela que iria embora logo, viveria pouco tempo.

Não tinha interesse por moças, passeios e trabalho fixo; fazia bicos (biscates) e estudou pouco. Vivia isolado de tudo e todos, nem mesmo se dava ao trabalho de realizar uma alimentação adequada.

No dia de sua morte, sua mãe ia sair e não queria deixá-lo sozinho, sentia que não devia, tentou levá-lo, ele não a quis acompanhar.

Sentindo um aperto no coração, ela foi para o compromisso. Ao retornar, encontrou a casa em silêncio. Procurou nos cómodos, ele não estava.

Foi ao banheiro, bateu. Ele respondeu:
- "Espera um pouco, mãe, estou indo embora".
Uma sensação estranha tomou conta do seu coração.

De pronto ela ouviu o barulho de um corpo caindo.

Entrou no banheiro, ele estava morto.

Procurei no Universo entender o facto e a resposta veio.

Percebi a presença do rapaz/espírito ao nosso lado, expliquei para ela que ele tinha somente aquele tempo de vida e sabia disso.

Enquanto eu falava, ele confirmava com a cabeça.

Veio para completar um período que ele “devia” para o Universo.

Vivera em outra encarnação uma situação de muito apelo e envolvimento com o mundo material, cometeu actos de indignidade que prejudicaram criaturas próximas.

Acabou se suicidando.

De volta ao mundo espiritual, decidiu voltar à Terra e ficar aqui um tempo, para gastar a energia que ainda o envolvia por causa da interrupção antecipada da vida anterior e também para reflectir sobre a existência e comportamentos.

Por isso, se isolava e observava, procurando reflectir e aprender sobre tudo e todos.

Num dado momento, como que para confirmar ainda mais sua presença para a mãezinha desesperada, ele irradiou um perfume na salinha e sorriu.

Falei para ela:

- Estou sentindo um gostoso cheiro de perfume vindo dele.

Ela sorriu também e entendeu o recado, dizendo que brigava muito com ele, porque não se importava de usar perfume.

Acrescentei: você, mãe, foi escolhida por ele por causa de um processo de aprendizado que se fazia necessário.

Ela ficou me olhando sem entender direito. Ela escolhida? Por quê?

Completei: A senhora é muito apegada aos filhos, quer resolver tudo na vida deles e até entra em depressão, sentindo-se incapaz de dar solução às dificuldades de cada um.

Ele a escolheu por este motivo.

Para que a senhora aprendesse sobre o desapego. Isso ele ensinava sempre.

Todo aquele despojamento e desinteresse dele era uma sinalização divina para que a senhora pudesse aprender que nossos filhos não são nossos, eles vêm através de nós, mas cada um para cumprir sua missão.

No caso dessa pessoa que me escreveu houve processo semelhante. Ela veio para realizar encontros e experiências com outras criaturas, pois deixara lá atrás este contacto mal resolvido e mal acabado, com uma criatura que tem afinidade espiritual com ela.

Por isso, voltaram mais ou menos próximos, mas sem condições para um relacionamento.

Tudo isso para que ambos pudessem vencer ímpetos e impulsos e aprender principalmente sobre a fidelidade. No entanto, a ligação afectiva se mantém.

Os dois podem, num clima de responsabilidade e carinho, manter esse “relacionamento” espiritual, encontrando-se em sonho (em astral), mas na Terra, encarnados, cada um deverá seguir seu próprio caminho.

Com este tempo de separação e atitudes de integridade moral nos relacionamentos próprios, irão “gastar” a energia negativa da infidelidade que envolvia ambos, o que lhes permitirá a recuperação de uma atmosfera energética que lhes permita reiniciar uma caminhada comum, através dos laços da afectividade, em outra encarnação vindoura.

Nada de punição por um Ente Divino incomplacente, nem uma auto flagelação doentia, gerida por um processo de culpa incompatível com a beleza e grandeza das leis divinas.

Nestes processos entendemos que a criatura pode fazer a leitura exacta de sua vida, erros e acertos e decidir realizar as corrigendas necessárias por sua própria vontade, com a orientação e apoio da espiritualidade.

WILSON FRANCISCO
Massoterapeuta.
wilson153@itelefonica.com.br

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